Ano VI // Nº 308
Texto publicado na edição de
Outubro de 2001 da revista SUPER
E
mais:
Adolescência
sem fim
Utopia
Vicios
Violência
Exclusivo:
Roberto
Ziemer
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Adolescência
sem fim - complemento
S
E X O
A
diferença entre entre falar e fazer
A
idade média de iniciação sexual diminuiu na última
década – segundo pesquisa recente patrocinada pela Unesco,
os rapazes têm a sua primeira vez aos 14 anos; as garotas,
aos 15,5. Engana-se, porém, quem acha que os adolescentes
vivem mergulhados numa overdose de sexo. "Muitos
mantêm a virgindade até o final da adolescência e a
maioria não é sexualmente promíscua", diz o pediatra
e terapeuta Eugenio Chipkevitch (*), diretor do Instituto
Paulista de Adolescentes.
Pesquisa realizada pelo
instituto, entre alunos de escolas paulistanas, revelou que
64% das moças e 46% dos rapazes ainda são virgens e entre
os jovens sexualmente ativos o número de relações é de,
no máximo, seis por ano. É certo que o namoro sério do
passado foi substituído pelo "ficar" – o
envolvimento sem compromisso. Mas, mesmo aí, o jogo da
sedução e o exibicionismo prevalecem sobre a conquista do
objeto do desejo. Os meninos, por exemplo, adoram exibir os
números de telefones que conseguiram com as meninas, ainda
que nem sempre telefonem
(*) ATENÇÃO: em março de
2002, seis meses após a publicação da reportagem Adolescência
sem fim, o médico
Eugenio Chipkevitch foi indiciado pela polícia paulista por
prática de pedofilia em seu consultório. O acusado está
preso, aguardando julgamento.
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