
Ano
V // Nº 289
Texto
publicado na edição de 19 de abril de 2000 da
revista Exame.
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Sombra,
Dinheiro
...e Água Fresca
Como o projeto Costa do
Sauípe quer levar o turismo brasileiro a um novo
patamar de competitividade
Por JOMAR MORAIS, de Salvador
Fort Lauderdale,
Flórida, 12 de janeiro de 1995. Numa sala do
hotel Hyatt Pier 66, um grupo de 43 consultores,
investidores e executivos das maiores redes
internacionais de hotéis, como a francesa Accor
e a americana Hilton, mantém uma discussão
acalorada. Convidados pela construtora baiana
Norberto Odebrecht, aqueles homens estão ali
para dizer o que pensam sobre a construção de
um grande complexo turístico no litoral norte da
Bahia. E o que eles dizem chega a ser chocante
para os anfitriões. "Desistam",
aconselha Charles Frazer, fundador do Sea Pines
Plantation, um dos maiores resorts dos Estados
Unidos, situado na Carolina do Sul.
"Cuidado", advertem alguns consultores.
A maioria receia que o empreendimento venha a se
transformar num fiasco e tem motivos para pensar
assim. Não bastasse o desempenho inexpressivo do
Brasil como destino turístico, no cenário de
praias virgens e mata atlântica do norte baiano
ainda não há água encanada, esgotos, luz
elétrica e telefone - enfim, a infra-estrutura
mínima que justifique um projeto ambicioso como
o da Odebrecht.
Mata de São João, Bahia, 2 de julho de 2000.
Em meio ao coqueiral esparramado ao longo de 6
quilômetros de praias, 90 quilômetros ao norte
de Salvador, deverá começar a funcionar,
parcialmente, o Complexo Turístico Costa do
Sauípe. A iniciativa colocará o país na era
dos grandes hotéis de lazer, os mega-resorts. Em
Sauípe eles são cinco, além de seis pousadas
temáticas, igualmente luxuosas. Juntos,
constituem um conjunto de 1 650 apartamentos,
quatro vezes a média dos grandes hotéis
brasileiros. Mas o que conta, principalmente é o
que há em torno deles: uma estrutura de lazer e
serviços que, em muitos pontos, supera o que
existe nos melhores resorts do mundo. Só para a
prática de esportes nobres, são 27 quadras e um
campo de golfe de 18 buracos. Há também centros
eqüestres náuticos, uma praça de shows e
trilhas na floresta nativa. Os hóspedes podem
escolher entre 15 restaurantes. Uma pista de
pouso, apta a operar com Boeings 737, pode ser
usada para quem preferir chegar em seu próprio
avião.
O
projeto que pretende mudar a escala dos negócios
do turismo no Brasil é o mesmo que, há cinco
anos, provocou temores nos especialistas
convidados em Fort Lauderdale. Participam dele
três das maiores cadeias de hotéis do mundo - a
americana Marriott, a francesa Sofitel, do grupo
Accor, e a jamaicana SuperClubs - e a expectativa
de sua inauguração já movimenta cerca de 500
operadoras turísticas no país e no exterior.
Quem controla tudo é a caixa de previdência dos
funcionários do Banco do Brasil, a Previ, que
comprou 178 dos 1 700 hectares da Odebrecht na
chamada Costa dos Coqueiros e ali investiu 200
milhões de reais para que Sauípe saísse do
papel.
Mais do que um negócio de grandes proporções,
Costa de Sauípe é um exemplo do que pode ser
feito para livrar o Brasil de um velho paradoxo:
o de ser o país privilegiadíssimo, com enorme
diversidade natural e cultural e, apesar disso,
acolher apenas 0,7% do fluxo turístico mundial.
No
ano passado, o país recebeu 5 milhões de
visitantes, número irrisório quando se sabe que
657 milhões de turistas que cruzaram o planeta.
No mesmo período Portugal, que ocupa uma área
menor que a do estado de Santa Catarina e não
possui os 8 000 quilômetros de praias,
Amazônia, Foz do Iguaçu, Carnaval e outros
atrativos do Brasil foi visitado por 11,6
milhões de pessoas. O Brasil é o 29º colocado
no ranking da Organização Mundial do Turismo, a
OMT, atrás de países como Turquia e Malásia.
No ano passado, apesar do crescimento de 20% em
relação ao período anterior, a receita de 4,4
bilhões de dólares ainda ficou abaixo, por
exemplo, dos 5,6 bilhões embolsados pela
Argentina. O turismo - umdos setores da economia
de maior crescimento em todo o mundo - representa
apenas 0,8% do PIB brasileiro.
Há
pelo duas explicações para esse aparente
paradoxo. A primeira parte de um modelo
econométrico desenvolvido por especialistas da
Universidade de Barcelona, na Espanha, segundo o
qual o potencial turístico de uma região está
relacionado, entre outras variáveis, à
distância a que se encontra dos principais
centros emissores, à renda de sua população e
a de seus vizinhos e ao seu coeficiente de
atração turística. Tal coeficiente, afirmam os
especialistas, é calculado levando-se em conta
fatores como natureza exuberante, gastronomia,
disponibilidade de infra-estruturas, qualidade
dos serviços e ações de marketing. Exceto no
que diz respeito à natureza e à cultura, o
Brasil ainda enfrenta problemas em todos esses
itens, a começar pela localização distante dos
países ricos e populosos do hemisfério norte,
ponto de partida da maioria dos viajantes. A
distância da origem ao destino é o primeiro
critério de decisão de um turista - detalhe que
leva americanos e europeus a passar férias quase
sempre em estâncias próximas de seus países.
Isso
é lei do mercado, confirmada pelo fato de as
viagens de curta duração responderem por mais
de 80% do fluxo turístico internacional hoje em
dia. Para tirar turistas endinheirados de suas
rotas tradicionais, o Brasil teria de criar
diferenciais muito fortes em seu leque de
serviços ou, então, contentar-se em continuar
como destino freqüentado basicamente pelos
vizinhos do Cone Sul.
A
segunda explicação é um desdobramento da
primeira. "Faltam hotéis de qualidade para
impulsionar o turismo de lazer", diz Ricardo
Mader Rodrigues, diretor da Horwath Consulting,
consultoria paulista especializada em turismo e
hotelaria. "O país não tem mais do que
cinco resorts de padrão internacional e, mesmo
assim, eles não apresentam nenhuma novidade para
turistas estrangeiros". Forma-se aí um
círculo vicioso que passa pelo baixo número de
vôos para o Brasil, o alto preço das passagens
aéreas domésticas, a divulgação precária do
país como destino turístico e até por
barreiras burocráticas que complicam ainda mais
a vinda de visitantes estrangeiros. Hoj eo
governo brasileiro exige vistos para turistas
americanos e canadenses. Essa corrente, segundo
Rodrigues, pode e deve ser rompida pelo elo da
hotelaria, com base na visão de que turismo de
lazer é sinônimo de atividade e não apenas sol
e praia.
Os
primeiros passos nessa direção foram dados nos
últimos 15 anos, com o surgimento de resorts
como o Club Med, em Itaparica, o Transamérica
Comandatuba e o Praia do Forte, todos na Bahia,
ou o Blue Tree Cabo de Santo Agostinho, em
Pernambuco. Com suas atividades esportivas, que
vão do tênis à pesca oceânica, esses
empreendimentos sinalizaram que hotéis bem
planejados e atrelados a cenários naturais
encantadores são um caminho para novas frentes
de negócio. São essas frentes que os
controladores do Costa do Sauípe pretendem
explorar com uma gestão e uma estrutura de
serviços de classe mundial.
Há
dois anos, antes mesmo que a primeira parede do
complexo fosse erguida, um imenso galpão foi
construído junto ao mar, e dentro dele montou-se
uma estranha exposição de utensílios. Ali
estão móveis, porcelanas chinesas, talheres de
prata, tapetes e até vasos de lixo que,
dispostos em condições de uso, são diariamente
analisados por uma equipe de funcionários. O
objetivo é avaliar a resistência ao tempo e à
maresia de cada um dos 21 000 produtos a serem
utilizados nos resorts. "É o nosso
laboratório de qualidade", diz o engenheiro
de suprimentos Eduardo Almeida. "Já
reprovamos 12 fornecedores que não conseguiram
se adequar aos nossos padrões".
Como
todo resort, Sauípe foi concebido para ser um
destino e não apenas um local de hospedagem. A
diferença é que os atrativos não se limitam
aos esportes e às formas corriqueiras de
diversão. "Um resort pode ser construído
em qualquer lugar do mundo, mas aquilo que o
destaca é a sua identidade cultural", diz
Paulo Fernandez Dias, diretor de operações da
Sauípe Hotels & Resorts, empresa
administradora do complexo. Sauípe, implantado
numa área de proteção ambiental de fauna rica
e variada - além de animais silvestres, o local
abriga mais de 300 pontos de desova de tartarugas
marinhas -, foi planejado pelo arquiteto André
Sá com base na cultura local. O complexo baiano
quer se diferenciar da sucessão de edifícios,
quase colados uns aos outros, e do jeito
americano de ser que, segundo Dias e Sá, deixam
o balneário de Cancún, no México, principal
concorrente internacional de Sauípe, sem um
traço cultural autêntico.
O
centro do complexo é a Vila Nova da Praia, o
núcleo comercial e de entretenimento que
reproduz um vilarejo praiano do Nordeste: o
casario colorido com suas platibandas (molduras
de formas irregulares que escondem o telhado), a
praça do cruzeiro, a igreja matriz.
Restaurantes, bares, locadoras, farmácia e lojas
de artesanato animarão o espaço, onde estão
localizadas também as seis pousadas temáticas
de Sauípe. A Pousada da Gabriela, estilizada com
os ingredientes da Ilhéus dos anos 30, retratada
na obra de Jorge Amado, terá funcionários
vestidos com roupas da época e até a dupla
romântica Gabriela e Nacib para receber os
hóspedes. A da Maria Bonita será ambientada na
atmosfera do cangaço. Nos quartos, o turista
terá acesso a TV a cabo e Internet.
Os
grandes hotéis - que só começarão a operar em
30 de setembro - estão ao norte e ao sul da vila
e também exibem em suas linhas arquitetônicos
as marcas herdadas do Brasil colonial. No
Renaissance, da rede Marriott, por exemplo, a
fachada de azulejos evoca a arquitetura
portuguesa. No Sofitel Suites, da Accor, as
paredes de tijolos aparentes lembram os antigos
engenhos de açúcar. No interior, cada resort se
diferencia de acordo com o plano de sua
operadora, mas nesse particular nenhum foi tão
longe quanto o Sofitel Conventions, o segundo
estabelecimento da Accor em Sauípe. A
decoração do hotel, projetada pelo arquiteto
francês Eric Raffy, o mesmo que assina a
decoração de vários resorts asiáticos, vai
contar a história do descobrimento do Brasil em
sete estágios. "Queremos ser o melhor
resort da América Latina", diz o português
Francisco Esteves, diretor de operações do
Sofitel. "Para isso, estamos prontos para
quebrar regras". No Sofitel Conventions o
check-in e o check-out serão transformados em
"show in" e "show out", dois
momentos de festa que se repetirão a cada
desembarque e embarque de hóspedes no aeroporto
de Salvador. "Em geral, o cliente perde toda
a importância depois de pagar a conta no hotel.
Cessam as gentilezas, ele se sente
abandonado", afirma Esteves.
Sauípe
entrará em operação num dos momentos mais
favoráveis do setor turístico. O Brasil celebra
os 500 anos de seu descobrimento, o que motiva
principalmente o interesse de brasileiros e
europeus em conhecer o país e sua cultura. O
câmbio ajustado tornou os preços dos pacotes
locais mais competitivos lá fora. A
preocupação com o meio ambiente estimula em
todo o mundo o turismo ecológico. Investir em
turismo vem sendo considerado um dos caminhos
mais seguros para o país solucionar problemas
graves como o desequilíbrio de suas contas
externas e o desemprego. Compare: no ano passado,
o balanço de pagamentos do Brasil fechou com um
déficit de 7,8 bilhões de dólares. Foi quanto
o México embolsou no período com a visita de 20
milhões de estrangeiros. "A obtenção de
superávit com turismo poderia ser uma prioridade
nacional", diz Mario Petrocchi, secretário
de turismo do Espírito Santo e autor do livro
Turismo - Planejamento e Gestão.
"Contribuiria para conquistar divisas,
combatendo as tendências inflacionárias e
subsidiando importações necessárias".
No
mundo inteiro, o setor é o que mais contrata,
contribuindo também para a formação de uma
mão-de-obra cuja qualificação acompanha a
rápida sofisticação dos serviços. No Brasil
não é diferente. Um único resort de Sauípe, o
Sofitel Conventions, vai empregar 380 pessoas,
quatro vezes mais que os 100 postos de trabalho
oferecidos pela usina da Companhia Mineira de
Metais, do grupo Votorantim, em construção na
cidade de Três Marias. Detalhe: estão sendo
investidos na usina 180 milhões de reais,
praticamente o mesmo valor colocado na
construção de todo o complexo baiano. No total,
Sauípe deve gerar 2 500 empregos, em sua maioria
para residentes nos municípios vizinhos ao
complexo.
Num
setor onde a diferença é feita pelo elemento
humano, e não pela tecnologia, a escassez de
profissionais qualificados é um empecilho,
talvez, maior que a ausência de infra-estrutura.
"A falta de mão-de-obra qualificada é
geral e abrange da área de serviços ao nível
gerencial", diz o consultor Rodrigues.
Faltam profissionais com fluência em inglês e
domínio da informática e, em algumas regiões,
há problemas até com hábitos de higiene. No
caso de Sauípe, há dois anos o Instituto de
Hospitalidade, uma organização não
governamental mantida pela Odebrecht, atua para
habilitar profissionalmente pessoas que vivem em
comunidades simples, algumas ainda sem luz
elétrica e com economia baseada no escambo, a
concorrer às vagas abertas no complexo. Quase 1
000 jovens já foram capacitados e há outros 3
000 na fila dos cursos. Ainda assim, é certo que
as operadoras dos resorts importarão
profissionais do Sudeste e até do exterior para
assegurar a qualidade nos serviços. A questão
se torna dramática quando se considera que
existem 300 projetos de hotéis de variado porte
e parques temáticos aprovados ou em construção
no país, algo da ordem de 6 bilhões de dólares
em investimentos até 2002. Se a meta for
alcançada, 120 000 novas vagas serão abertas na
hotelaria brasileira, além de 400 000 empregos
indiretos.
Com
preços semelhantes aos cobrados pelos resorts
internacionais -, um casal pagará em torno de
300 a 450 reais por dia, dependendo da temporada
-, os administradores do Costa do Sauípe esperam
conquistar os turistas brasileiros,
principalmente paulistas, o público-alvo de
Sauípe no primeiro ano de funcionamento.
"Dos 135 mil hóspedes previstos para o
período, 70% serão brasileiros ou originários
do Mercosul e 30% outros estrangeiros", diz
Thomas Humpert, diretor de marketing da Sauípe
Hotel & Resorts. Ao longo de cinco anos, a
intenção é inverter esses percentuais,
mediante uma ação de marketing que prevê a
atração de europeus, americanos e asiáticos.
A
grande aposta de Sauípe, porém, é no turismo
de eventos, em especial os programas de
incentivos das grandes empresas - o filé que, na
estimativa dos empreendedores, deve assegurar a
taxa de retorno de 16% ao ano, padrão
internacional no segmento de resorts. Não
existem na rede hoteleira do país instalações
adequadas para grandes eventos e os
empreendedores de Sauípe esperam preencher esse
vazio com algumas vantagens. No Sofitel
Conventions há um auditório para 1 300 pessoas.
Como os outros hotéis estão próximos e
interligados, eventos que reúnem um número
maior de participantes poderão ocupar os outros
1 200 lugares disponíveis nos vizinhos. Toda a
estratégia da Accor e do SuperClubs em Sauípe
está centrada em programas de incentivos.
Se
tudo correr como previsto, Sauípe chegará ao
final de 2005 com um movimento de 200 000
hóspedes por ano e se consolidará como o maior
complexo turístico da América do Sul. É
verdade que ainda estará a uma boa distância de
outros complexos do gênero no mundo, inclusive o
de Cancún, que recebe 3 milhões de turistas
anualmente. Mas com o mérito de ter dado a
largada para uma fase de meganegócios num setor
em que o Brasil está apenas engatinhando.
O que é que a Bahia tem
No
ano passado, a Bahia recebeu 4 milhões de
turistas - 800 000 estrangeiros -, quase o dobro
do fluxo de visitantes de sete anos atrás. A
receita do setor alcançou 1,7 bilhão de reais
ou 5% do PIB estadual. O estado já é o segundo
destino turístico do país, atrás apenas do Rio
de Janeiro. A persistir a tendência, em 2010 a
Bahia será visitado por 7,6 milhões de turistas
que lá deixarão 4 bilhões de reais.
"Estamos
colhendo os frutos de um trabalho de 30 anos, que
mobiliza todas as áreas do governo", diz
João Cláudio Carvalho, diretor de marketing da
Bahiatursa, estatal encarregada de promover a
Bahia como destino turístico. Nenhum estado
brasileiro tem investido em turismo de forma tão
consistente. Em nove anos, o governo baiano
aplicou 1,5 bilhão de dólares em
infra-estrutura, principalmente estradas e
saneamento básico, e divulgação, criando
condições básicas para a implantação dos
grandes projetos da iniciativa privada. A Costa
do Sauípe, por exemplo, foi um sonho que nasceu
junto com a Linha Verde, a estrada que, partindo
de Salvador, margeia as praias quase intocadas do
litoral norte até Sergipe. E só pôde ser
realizado porque outras investimentos pesados em
infra-estrutura foram ou estão sendo executadas.
É o caso da ampliação e modernização do
aeroporto de Salvador, aumentando sua capacidade
de 2 milhões para 5 milhões de passageiros por
ano.
Só
no ano passado, o destino Bahia foi vendido pela
Bahiatursa em 180 feiras turísticas ou de outros
segmentos no Brasil e em 80 no exterior. Além
disso, um road-show percorreu os principais
shopping centers do país divulgando as
atrações baianas. O resultado é compensador. A
cada dólar investido pelo governo, a iniciativa
privada tem respondido com dois. Não é por
acaso que a Bahia possui hoje a maior
concentração de resorts do país. São três -
Club Med, Transamérica Comandatuba e Praia do
Forte -, sem contar os cinco a serem abertos em
Sauípe. Outros três já foram anunciados pelo
grupo italiano Valtur, o Multiplan, do
ex-banqueiro Júlio Bozzano e do empresário
carioca José Isaac Peres, e o próprio Club Med,
que acaba de iniciar a construção de uma
unidade em Trancoso, a 25 quilômetros de Porto
Seguro.
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