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Junho
2009

 

 

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Um Evangelho da Era Digital

Esta é uma visão sobre o Robot Sapiens antes da chegada 
do Homo Divinus. Teremos uma nova cosmovisão e novos paradigmas. 
O modo de pensar, de agir e de aprender será outro. 

por Hugo Studart (*)

 

Se você quer estar entre os sobreviventes, comece a construir novos paradigmas. Primeiro familiarize-se com termos como biologia computacional, revolução microfotônica, nanotecnologia e computação quântica. Em paralelo, retire do fundo da estante, ou procure nos sebos empoeirados, clássicos da ficção como 1984, de Orwell; Admirável Mundo Novo, de Huxley, e Eu Robô, de Asimov Mas faça-o já, com interesse didático, pois descobrirás nas primeiras páginas que essas obras estão evoluindo da categoria de ficção-científica para a de ciência da futurologia.

Obviamente é impossível prever com exatidão o futuro de cada um de nós, mas o melhores cientistas já começam a vislumbrar, com 85% de chances de acerto, os contornos da nova cosmovisão da humanidade, a futura maneira de se acreditar na vida. Proponho que fechem os olhos por instantes e se imagine dentro de 10 anos. Dê outro salto para dentro de 20 anos. Por fim, vamos até o ano 2040. Será que ainda estaremos vivos para tatear esse futuro que está em nossa imaginação?

Em 2010, A Busca Por Novos Ideais - Preliminarmente,  é importante lembrar que o grande paradigma limitador da cultura ocidental tem sido o tempo de vida. No Brasil, a classe média urbana está adestrada para estudar até os 20 anos, até os 25 no máximo, a trabalhar em uma única profissão por 30 anos e a morrer lá pelos 60. Ocorre que os avanços da Medicina têm elevado a expectativa de vida das populações e esse fato tem reflexo direto sobre o mercado de trabalho. Vamos aos dados: em 1900, a expectativa de vida nos Estados Unidos era de 47 anos; hoje é de 76 anos. Em 2020, calcula-se que venha a ser de 95 anos. É bem provável que boa parte das crianças que nasceram no ano 2000 consigam viver até os 120 ou 130 anos. Estudos da ONU calculam que a quantidade de pessoas com mais de 100 anos em todo o mundo hoje seja 150 mil; em 2050, deve chegar a 2 milhões. Em paralelo, temos o fenômeno tecnológico influindo sobre o mercado de trabalho e encurtado o tempo de vida das profissões. Calcula-se que, a partir de 2010, as carreiras profissionais durarão entre 10 e 15 anos. Ora, a matemática é simples. Em um futuro bem próximo populações inteiras viverão até 95 anos e as profissões terão no máximo 15 anos de vida útil. Significa que teremos de três a quatro profissões ao longo da vida, no mínimo. E que o sucesso do passado não garantirá nada no presente. A busca por novos ideais e os estudos permanentes serão a regra do mercado. Inclusive para quem já passou dos 60 anos. Teremos uma legião de senhores sexagenários de volta aos bancos escolares atrás de novos conhecimentos

Em 2020, A Economia das Emoções- Os conceitos abaixo foram formulados pelo físico britânico Ian Pearson, teórico de Matemática Aplicada, chefe de uma equipe de cientistas da British Telecom encarregada de imaginar as demandas tecnológicas entre 2010 e 2100. Até os anos 2015 a 2020, devemos permanecer em um mundo muito parecido com o de hoje, o da chamada Economia da Informação, onde tudo gira em torno da produção e comercialização de dados, idéias e conhecimento. Depois deverá ocorrer a hegemonia da Economia das Relações Humanas, ou das Emoções, se preferirem. Os computadores já processam informações em velocidade maior e custo menor que os homens. Mas a criatividade humana ainda é insubstituível. Dentro de 20 anos, contudo, as máquinas deverão produzir idéias novas e desenvolver conhecimentos inéditos de forma mais barata do que nós. Significa que a inteligência, como hoje é concebida, deverá ter pouco valor. Então será a hora de conceitos como carinho, atenção, amor e diversão possuir valor econômico. Hoje já se fala em Marketing da Economia da Experiência (a dos parques e restaurantes temáticos). Comece a imaginar a Economia das Emoções.

O Homo Ciberneticus - A nanotecnologia é uma nova ciência que visa criar robôs tão pequenos quanto meia dúzia de átomos. Bactéria já seria grande demais, não se encaixa no conceito. Nano vem do grego, anão. Refere-se à idéia de 1 bilionésimo de metro. Para se ter idéia da dimensão, basta inverter a equação, colocando um hipotético nano-robô ao lado de uma régua de 1 metro e aumentando ambos 1 bilhão de vezes. Quando o nano-robô estiver do tamanho de uma formiga, a régua terá 2 mil quilômetros. Essa nova ciência mal começa a engatinhar. Em 1997, por exemplo, conseguiu-se reduzir um chip de computador até o tamanho de uma célula sanguínea. As previsões sejam a de que em 2020 os nano-robôs já sejam realidade. Significa que poderemos ligar um robô desses aos neurônios humanos. As máquinas então poderão saber nossos desejos e obedecer às ordens de nossos pensamentos. Imaginem um mundo sem fechaduras ou senhas; basta pensar “abre” que a geladeira se abre; basta pensar em uma mensagem que o e-mail (em voz) será remetido automaticamente. Estará criado o Homo Ciberneticus, legítimo sucessor do Homo Sapiens. Será neste momento que a atual Sociedade da Informação deverá ceder a hegemonia à Sociedade da Emoção. Quantos anos você terá em 2020?   

Em 2030, O Robot Sapiens – Foi um dramaturgo tcheco, Karl Capek, quem empregou pela primeira vez o termo robô, em 1920. Significa “serviçal”. A peça tratava de trabalhadores artificiais de uma sociedade futuristas. Foi o russo Isaac Asimov quem popularizou o termo ao publicar em Nova York, em 1940, um conto sobre Hobbie, um andróide programado para cuidar de crianças. Já sabemos que dentro de 20 anos deverá ser possível ligar robôs a neurônios. Logo depois, em 2025 a clonagem de seres humanos deverá ser realidade. Significa que por volta de 2030 deverá haver ciborgues meio humanos, meio máquinas. Ou, pelo menos, macaquinhos programados por nano-chips para cuidar de crianças, como o Hobbie de Asimov.  Hoje já existe a “computação emocional”, que visa dar emoção e personalidade aos computadores. São grandes as possibilidades de muitos de nós conhecer, ainda em vida, algum sujeito semelhante ao simpático Data, andróide da ficção StarTrek.

Em 2040, O Homo Magníficus – Por volta de 2040, no máximo 2050, deve ser possível transmitir informações das máquinas direto para o cérebro. O que significa isso? Ora, 20 anos antes o homem já dava ordens às máquinas através de impulsos cerebrais. Agora as máquinas terão o poder de reprogramar os cérebros. Será possível, por exemplo, curar traumas e fobias. Ou ensinar línguas a qualquer pessoa em questão de segundos. Professores serão substituídos por softwares. Já teremos o controle completo do código genético humano e será possível reconfigurar homens para que nossos corpos aceitem melhor a conexão com as máquinas. Toda a civilização estará conectada à uma internet imensamente maior do que a conhecemos hoje. Acredita-se que nessa época 99% do conhecimento estará no ciberespaço. A ligação com a internet poderá ser feita de qualquer máquina ou ponto de energia. Mais que isso: o homem poderá instalar nano-maquinas em seu cérebro que façam essa conexão com a Grande Rede através do simples pensamento. Significa que, além do conhecimento, existe a possibilidade concreta de até 99% da memória e do pensamento humano estejam no ciberespaço. A melhor ilustração dessa possibilidade está no filme Matrix. Em Admirável Mundo Novo, Huxley vislumbra homens sendo gerados por clonagem e programados para serem operários (só se sentem felizes assim), gerentes ou dirigentes.

Em 2050, O Homo Divinus –  Em 2050, será possível conectar nossos cérebros às máquinas e obter qualquer informação, desde o mapa das ruas de São Paulo até a solução de uma equação quântica. Mas também será possível às máquinas reconfigurar as reações humanas. Talvez cheguemos até à conclusão de que o corpo não é tão importante assim e possamos transmitir muitas das funções biológicas aos robôs, vivendo mais no mundo dos pensamentos e emoções. Poderemos fazer cópias de nós mesmos, testar personalidades e ter vários pensamentos ao mesmo tempo. Por estarmos ligados em rede, a humanidade inteira poderá ter acesso à mesma consciência, um só Ser. Talvez em 2050 muitos de nós consiga estar plugado à consciência única e eterna, o Homo Divinus. Há 85% de chances dessas previsões estarem certas. Quantos anos você poderá ter em 2050?

Crede no Impossível- Paremos por aqui. Melhor ainda, retornemos nosso pensamento ao ano 2000, marco histórico da hegemonia da Economia Digital no planeta. A grande dúvida de carne-e-osso que azucrina cada um de vocês, prezados leitores, é saber o que fazer daqui pra frente em suas vidas cotidianas, como colocar o feijão na mesa, conquistar um promoção ou aumento salarial para viajar ou comprar presentes de Natal para todos os parentes. Meu único conselho é: “Creia no impossível”, comece a buscar uma nova cosmovisão, esqueça já os velhos paradigmas, comece a pensar sob outros pontos de observação, vá aos limites do impossível. Como? Ora, Thomas Edson não inventou a lâmpada elétrica estudando as velas. Nem os educadores conseguirão se reinventar estudando os atuais métodos de ensino baseados na relação professor-aluno-em-sala-de-aula. Um bom começo é estudar o conceito de e-service, ou serviços eletrônicos, assim como a educação à distância. Tente descobrir que tipo de serviço informativo você poderia oferecer àqueles que buscam novos conhecimentos. Exercite a imaginação criando ao final deste texto algum e-service educativo sobre pizza, por exemplo. Estamos entrando em um mundo altamente competitivo; chega a ser assustador. E creia, todos os dias ao acordar: nesse novo mundo, quem não for trator, vai virar estrada.

A Sociedade do Conhecimento – Em suas pregações, Bill Gates, o profeta da Microsoft, tem insistido que a Internet está destinada a ser a mídia dominante no futuro. A conclusão é dele: “Prevejo que boa parte do dinheiro de verdade na Internet deva ser ganha com conteúdo, assim como aconteceu com o rádio e a televisão. A revolução da televisão gerou várias indústrias, incluindo a que fabrica televisores, mas os ganhadores a longo prazo foram aqueles que utilizaram esses meios de comunicação para transmitir informação, serviços e entretenimento”. Significa que, nos próximos 20 anos, pelo menos, haverá trabalho e dinheiro em fartura para quem entrar nas indústrias da informação e do conhecimento. A produção e distribuição de conteúdos educacionais é um dos segmentos principais, ao lado de notícias, diversão e sexo.

A Opção do Universalismo - A opção cultural majoritária entre os típicos usuários da Internet é Universalismo. Trata-se do princípio no qual toda nação, grupo ou indivíduo tem por dever a manutenção de sua própria identidade cultural como parte viva de uma cultura maior, e tem por direito encontrar as suas próprias soluções tecnológicas, políticas e econômicas sem ingerências externas. Com essa escolha, renuncia-se automaticamente às diversas formas de segregacionismo, regionalismo, nacionalismo ou internacionalismo. Na educação, é grande a possibilidade de se enterrar o ensino com fórmulas prontas e verdades absolutas. O que ainda está por vir, a partir do triunfo do Universalismo, é um ensino escancaradamente engajado, de opinião e debates.

O Neo-Anarquismo – Sobre o modo de organização da Internet, há consenso entre os analistas de que seria “essencialmente anárquica”. Na verdade, a Internet está resgatando a antiga utopia anarquista. A Organização Web é o desdobramento prático do Anarquismo em um mundo real de alta tecnologia, produção autônoma de bens e decisões globalizadas. Busca, essencialmente, formas de organização com a máxima fragmentação do poder. Esqueçam, portanto, os velhos empregos de carteira assinada em grandes organizações. Acreditem na proliferação das microempresas; prestem atenção nesses novos gurus da Administração, que pregam a formatação de organizações super-enxutas, empregando com baixos salários meia-dúzia de garotos e, quando necessário, contratando os serviços terceirizados de profissionais experientes. Melhor aceitar o lado positivo do anarquismo: você vendendo a competência para quem merecer. Significa que deverão começar a aparecer escolas com a seguinte formatação: os alunos aparecem in loco e recebem orientação de jovens professores. Estudam em casa, com o auxílio da internet e de outros canais de educação à distância. Por fim, tiram dúvidas com professores experientes através de canais de interatividade e assistem a aulas-magnas com medalhões da matéria. 

Micro-Sociedades - Qualquer iniciativa monopolista ou centralizadora está, antecipadamente, fadada ao fracasso. Na Economia Digital não há espaço para uma nova Rede Globo ou para um longo período de hegemonia absoluta da Microsoft, por exemplo. Nem do Objetivo ou da FMU. O que está acontecendo é um aparente paradoxo. As corporações globalizadas buscam dominar mercados através da formação de cinco ou seis mega-blocos globalizados, liderados por empresas como Microsoft, América Online e Telefónica de España. No Brasil, por sua vez, também desponta a formação cinco ou seis grandes blocos, desta vez no segmento de distribuição de conteúdo (educação é conteúdo). Globo, Abril, Folha, Estadão e Gazeta Mercantil são os principais vetores desse jogo. Não há muito o que fazer quanto a isso, a não ser entender a realidade, manter alguma independência e tentar barganhar na venda de bons conteúdos educacionais para esses blocos. Um bom profissional do ramo pode criar excelentes micro-negócios. Escrever e vender livros ou apostilas através da internet, sem a intermediação das editoras. Lembrem-se de que a internet é um canal de distribuição no qual o produtor de conhecimento pode se relacionar a custos baixíssimos diretamente com o consumidor, sem a necessidade de se submeter aos esquemas das grandes editoras e livrarias. Aos mais ambiciosos, o melhor é apostar em uma dúzia de empresas de médio porte focada na produção de conteúdos para a educação à distância. Ressalte-se que nenhuma delas terá, sozinha, o tamanho do Objetivo ou da FMU. Melhor ainda é acreditar em uma grande aliança de micro-sociedades, todas independentes, organizadas em cooperativas de médio porte. Acredite na máxima fragmentação do poder e da economia. É a única saída.

A Vez da Diversidade - Um típico internauta jamais tentará ações efetivas para mudar o mundo, o país ou a cidade de forma homogênea, como os saudosos revolucionários marxistas do século XX. Um internauta não objetiva qualquer atuação quantitativa, em nível de massas. Atua somente em nível de microcosmos, imaginando, pesquisando e materializando um pequeno mundo ideal. O essencial é buscar a diversidade, pois nunca se sabe de qual punhado de homens irá um dia brotar a etapa seguinte da vida nacional. Aposte em conteúdos educacionais ultra-segmentados.

A Luta pela Liberdade - O princípio básico das relações na Web é a crença de que só pode existir a completa satisfação humana quando os indivíduos se tornam absolutamente livres e passam a se relacionar essencialmente com outros homens livres. Não pode haver completa satisfação individual ou coletiva com a existência de desigualdades e injustiças. Busca-se, nos debates fundamentalistas da Internet, meios de se produzir a maior liberdade individual e bem-estar possível aos participantes. A economia industrial massificou a sociedade por necessidade de escala; essa é a razão pela qual a Igualdade ter sido o principal valor humano nos últimos dois séculos, tanto nas economias socialistas quanto nas capitalistas (faz-se mister lembrar que o capitalismo se reinventou com a social-democracia igualitarista). O que está por vir é a hegemonia de outro valor fundamental, a liberdade. O internauta é um ser libertário na essência (consciente ou inconsciente), que só se considera um Homem-Livre quando alcança a completa liberdade individual e coletiva, ascendendo nos seguintes campos:

1.                 Liberdade Econômica - Conquistar a liberdade profissional ou possuir seu próprio negócio rentável, de preferência sem patrões, mas principalmente sem grandes cerceamentos provocados pela necessidade de subsistência. É nesse ponto que desperta o desejo no internauta de possuir sua própria WebEmpresa.

2.                 Liberdade Política - Ser cidadão de uma nação organizada (no caso o Brasil) onde hajam garantias constitucionais de organização, de locomoção, de atuação econômica e intelectual. É quase uma anomalia encontrar internautas defendendo sistemas políticos autoritários ou restritivos.

3.                 Liberdade de pensamento - Conquistar a libertação dos modismos, das idéias pré-concebidas, dos modelos políticos e econômicos conhecidos, para se tornar capaz de criar novos paradigmas e soluções inéditas que levem à melhoria da qualidade de vida. É conquistar a auto-despadronização do comportamento.

Encontre Valores Etéreos - Imóveis, equipamentos e objetos palpáveis sempre terão valor. Contudo, cada vez mais a solidez dos negócios é mensurada por variáveis etéreas como marca, liderança do empreendedor, conhecimento da equipe e cultura inovadora. A marca já é o coeficiente de maior valor no mercado tradicional. Na Internet, uma marca (domínio) de fácil memorização pode valer milhões. Invista tudo o que tiver em um bom posicionamento da sua marca. Para um educador, a marca é seu próprio nome. Em maio 1998, um médico americano de quase 70 anos lançou na bolsa de valores uma intenção de empresa de internet (a empresa funcionou de fato somente por alguns meses) e levantou quase 100 milhões de dólares. Ele só tinha uma marca, sua fama profissional..

Marque Posição Pessoal –São grandes as possibilidades de que as melhores empresas cheguem ao ponto máximo de fragmentação, ou seja, o indivíduo – acompanhado somente de seu conhecimento, ou no máximo de meia dúzia de assistentes. Invista em você mesmo, nas suas idéias, no seu projeto, no seu marketing pessoal. No mercado do conhecimento brasileiro, calcule quanto vale a marca Aurélio, ou, para citar um vivo, Pasquale Cipro Netto? Da mesma forma que um dicionário pode vender a rodo só por estampar na capa sete letrinhas quase mágicas, a-u-r-e-l-i-o, decerto já é possível licenciar conteúdos educativos com a marca Pasquale. Mas, será que o professor Pasquale conhece a língua portuguesa muito melhor do que seus colegas? Difícil saber. O certo é que esse professor descobriu os valores etéreos antes dos demais, acreditou em seus sonhos e está conseguindo marcar posição pessoal.

E lembre-se mais uma vez: quem não for trator, vai virar estrada.

OBSERVAÇÃO: Este ensaio foi escrito em dezembro de 2000, há quase 10 anos, portanto, como suporte para uma palestra que dei no MEC sobre "O Educador na Era Digital". Optei por publicá-la neste blog, sem qualquer alteração, só para colocar à prova a visão dos futurólogos naquele tempo.

(*) Hugo Studart é jornalista, historiador e escritor. 
Mantém o website
www.conteudo.com.br


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