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Se
você quer estar entre os sobreviventes, comece a construir novos
paradigmas. Primeiro familiarize-se com termos como biologia
computacional, revolução
microfotônica, nanotecnologia
e computação quântica.
Em paralelo, retire do fundo da estante, ou procure nos sebos
empoeirados, clássicos da ficção como 1984,
de Orwell; Admirável
Mundo Novo, de Huxley, e Eu
Robô, de Asimov Mas faça-o já, com interesse didático,
pois descobrirás nas primeiras páginas que essas obras estão
evoluindo da categoria de ficção-científica para a de ciência da
futurologia.
Obviamente
é impossível prever com exatidão o futuro de cada um de nós, mas
o melhores cientistas já começam a vislumbrar, com 85% de chances
de acerto, os contornos da nova cosmovisão da humanidade, a futura
maneira de se acreditar na vida. Proponho que fechem os olhos por
instantes e se imagine dentro de 10 anos. Dê outro salto para
dentro de 20 anos. Por fim, vamos até o ano 2040. Será que ainda
estaremos vivos para tatear esse futuro que está em nossa imaginação?
Em
2010, A Busca Por Novos Ideais - Preliminarmente,
é importante lembrar que o grande paradigma limitador da cultura
ocidental tem sido o tempo de vida. No Brasil, a classe média
urbana está adestrada para estudar até os 20 anos, até os 25 no máximo,
a trabalhar em uma única profissão por 30 anos e a morrer lá
pelos 60. Ocorre que os avanços da Medicina têm elevado a
expectativa de vida das populações e esse fato tem reflexo direto
sobre o mercado de trabalho. Vamos aos dados: em 1900, a expectativa
de vida nos Estados Unidos era de 47 anos; hoje é de 76 anos. Em
2020, calcula-se que venha a ser de 95 anos. É bem provável que
boa parte das crianças que nasceram no ano 2000 consigam viver até
os 120 ou 130 anos. Estudos da ONU calculam que a quantidade de
pessoas com mais de 100 anos em todo o mundo hoje seja 150 mil; em
2050, deve chegar a 2 milhões. Em paralelo, temos o fenômeno
tecnológico influindo sobre o mercado de trabalho e encurtado o
tempo de vida das profissões. Calcula-se que, a partir de 2010, as
carreiras profissionais durarão entre 10 e 15 anos. Ora, a matemática
é simples. Em um futuro bem próximo populações inteiras viverão
até 95 anos e as profissões terão no máximo 15 anos de vida útil.
Significa que teremos de três a quatro profissões ao longo da
vida, no mínimo. E que o sucesso do passado não garantirá nada no
presente. A busca por novos ideais e os estudos permanentes serão a
regra do mercado. Inclusive para quem já passou dos 60 anos.
Teremos uma legião de senhores sexagenários de volta aos bancos
escolares atrás de novos conhecimentos
Em
2020, A Economia das Emoções- Os conceitos
abaixo foram formulados pelo físico britânico Ian Pearson, teórico
de Matemática Aplicada,
chefe de uma equipe de cientistas da British
Telecom encarregada de imaginar as demandas tecnológicas
entre 2010 e 2100. Até os anos 2015 a 2020, devemos permanecer em
um mundo muito parecido com o de hoje, o da chamada Economia da
Informação, onde tudo gira em torno da produção e comercialização
de dados, idéias e conhecimento. Depois deverá ocorrer a hegemonia
da Economia das Relações Humanas, ou das Emoções, se preferirem.
Os computadores já processam informações em velocidade maior e
custo menor que os homens. Mas a criatividade humana ainda é
insubstituível. Dentro de 20 anos, contudo, as máquinas deverão
produzir idéias novas e desenvolver conhecimentos inéditos de
forma mais barata do que nós. Significa que a inteligência, como
hoje é concebida, deverá ter pouco valor. Então será a hora de
conceitos como carinho, atenção, amor e diversão possuir valor
econômico. Hoje já se fala em Marketing da Economia da Experiência
(a dos parques e restaurantes temáticos). Comece a imaginar a
Economia das Emoções.
O
Homo Ciberneticus - A nanotecnologia
é uma nova ciência que visa criar robôs tão pequenos quanto meia
dúzia de átomos. Bactéria já seria grande demais, não se
encaixa no conceito. Nano vem do grego, anão. Refere-se à idéia
de 1 bilionésimo de metro. Para se ter idéia da dimensão, basta
inverter a equação, colocando um hipotético nano-robô ao lado de
uma régua de 1 metro e aumentando ambos 1 bilhão de vezes. Quando
o nano-robô estiver do tamanho de uma formiga, a régua terá 2 mil
quilômetros. Essa nova ciência mal começa a engatinhar. Em 1997,
por exemplo, conseguiu-se reduzir um chip de computador até o
tamanho de uma célula sanguínea. As previsões sejam a de que em
2020 os nano-robôs já sejam realidade. Significa que poderemos
ligar um robô desses aos neurônios humanos. As máquinas então
poderão saber nossos desejos e obedecer às ordens de nossos
pensamentos. Imaginem um mundo sem fechaduras ou senhas; basta
pensar “abre” que a geladeira se abre; basta pensar em uma
mensagem que o e-mail (em voz) será remetido automaticamente. Estará
criado o Homo Ciberneticus, legítimo sucessor do Homo
Sapiens. Será
neste momento que a atual Sociedade da Informação deverá ceder a
hegemonia à Sociedade da Emoção. Quantos anos você terá em
2020?
Em
2030, O Robot Sapiens – Foi um dramaturgo
tcheco, Karl Capek, quem empregou pela primeira vez o termo robô,
em 1920. Significa “serviçal”. A peça tratava de trabalhadores
artificiais de uma sociedade futuristas. Foi o russo Isaac Asimov
quem popularizou o termo ao publicar em Nova York, em 1940, um conto
sobre Hobbie, um andróide programado para cuidar de crianças. Já
sabemos que dentro de 20 anos deverá ser possível ligar robôs a
neurônios. Logo depois, em 2025 a clonagem de seres humanos deverá
ser realidade. Significa que por volta de 2030 deverá haver
ciborgues meio humanos, meio máquinas. Ou, pelo menos, macaquinhos
programados por nano-chips para cuidar de crianças, como o Hobbie
de Asimov. Hoje já existe a “computação emocional”, que
visa dar emoção e personalidade aos computadores. São grandes as
possibilidades de muitos de nós conhecer, ainda em vida, algum
sujeito semelhante ao simpático Data, andróide da ficção
StarTrek.
Em
2040, O Homo Magníficus – Por volta de 2040, no
máximo 2050, deve ser possível transmitir informações das máquinas
direto para o cérebro. O que significa isso? Ora, 20 anos antes o
homem já dava ordens às máquinas através de impulsos cerebrais.
Agora as máquinas terão o poder de reprogramar os cérebros. Será
possível, por exemplo, curar traumas e fobias. Ou ensinar línguas
a qualquer pessoa em questão de segundos. Professores serão
substituídos por softwares. Já teremos o controle completo do código
genético humano e será possível reconfigurar homens para que
nossos corpos aceitem melhor a conexão com as máquinas. Toda a
civilização estará conectada à uma internet imensamente maior do
que a conhecemos hoje. Acredita-se que nessa época 99% do
conhecimento estará no ciberespaço. A ligação com a internet
poderá ser feita de qualquer máquina ou ponto de energia. Mais que
isso: o homem poderá instalar nano-maquinas em seu cérebro que façam
essa conexão com a Grande Rede através do simples pensamento.
Significa que, além do conhecimento, existe a possibilidade
concreta de até 99% da memória e do pensamento humano estejam no
ciberespaço. A melhor ilustração dessa possibilidade está no
filme Matrix. Em Admirável
Mundo Novo, Huxley vislumbra homens sendo gerados por
clonagem e programados para serem operários (só se sentem felizes
assim), gerentes ou dirigentes.
Em
2050, O Homo Divinus – Em 2050, será possível
conectar nossos cérebros às máquinas e obter qualquer informação,
desde o mapa das ruas de São Paulo até a solução de uma equação
quântica. Mas também será possível às máquinas reconfigurar as
reações humanas. Talvez cheguemos até à conclusão de que o
corpo não é tão importante assim e possamos transmitir muitas das
funções biológicas aos robôs, vivendo mais no mundo dos
pensamentos e emoções. Poderemos fazer cópias de nós mesmos,
testar personalidades e ter vários pensamentos ao mesmo tempo. Por
estarmos ligados em rede, a humanidade inteira poderá ter acesso à
mesma consciência, um só Ser. Talvez em 2050 muitos de nós
consiga estar plugado à consciência única e eterna, o Homo
Divinus. Há 85% de chances dessas previsões estarem certas.
Quantos anos você poderá ter em 2050?
Crede
no Impossível- Paremos por aqui. Melhor ainda,
retornemos nosso pensamento ao ano 2000, marco histórico da
hegemonia da Economia Digital no planeta. A grande dúvida de
carne-e-osso que azucrina cada um de vocês, prezados leitores, é
saber o que fazer daqui pra frente em suas vidas cotidianas, como
colocar o feijão na mesa, conquistar um promoção ou aumento
salarial para viajar ou comprar presentes de Natal para todos os
parentes. Meu único conselho é: “Creia no impossível”, comece
a buscar uma nova cosmovisão, esqueça já os velhos paradigmas,
comece a pensar sob outros pontos de observação, vá aos limites
do impossível. Como? Ora, Thomas Edson não inventou a lâmpada elétrica
estudando as velas. Nem os educadores conseguirão se reinventar
estudando os atuais métodos de ensino baseados na relação
professor-aluno-em-sala-de-aula. Um bom começo é estudar o
conceito de e-service,
ou serviços eletrônicos, assim como a educação à distância.
Tente descobrir que tipo de serviço informativo você poderia
oferecer àqueles que buscam novos conhecimentos. Exercite a imaginação
criando ao final deste texto algum e-service
educativo sobre pizza, por exemplo. Estamos entrando em um mundo
altamente competitivo; chega a ser assustador. E creia, todos os
dias ao acordar: nesse novo mundo, quem não for trator, vai virar
estrada.
A
Sociedade do Conhecimento – Em suas pregações,
Bill Gates, o profeta da Microsoft, tem insistido que a Internet está
destinada a ser a mídia dominante no futuro.
A conclusão é dele: “Prevejo que boa parte do
dinheiro de verdade na Internet deva ser ganha com conteúdo, assim
como aconteceu com o rádio e a televisão. A revolução da televisão
gerou várias indústrias, incluindo a que fabrica televisores, mas
os ganhadores a longo prazo foram aqueles que utilizaram esses meios
de comunicação para transmitir informação, serviços e
entretenimento”. Significa que, nos próximos 20 anos, pelo menos,
haverá trabalho e dinheiro em fartura para quem entrar nas indústrias
da informação e do conhecimento. A produção e distribuição de
conteúdos educacionais é um dos segmentos principais, ao lado de
notícias, diversão e sexo.
A
Opção do Universalismo - A opção cultural
majoritária entre os típicos usuários da Internet é
Universalismo. Trata-se do princípio no qual toda nação, grupo ou
indivíduo tem por dever a manutenção de sua própria identidade
cultural como parte viva de uma cultura maior, e tem por direito
encontrar as suas próprias soluções tecnológicas, políticas e
econômicas sem ingerências externas. Com essa escolha, renuncia-se
automaticamente às diversas formas de segregacionismo,
regionalismo, nacionalismo ou internacionalismo. Na educação, é
grande a possibilidade de se enterrar o ensino com fórmulas prontas
e verdades absolutas. O que ainda está por vir, a partir do triunfo
do Universalismo, é um ensino escancaradamente engajado, de opinião
e debates.
O
Neo-Anarquismo – Sobre o modo de organização
da Internet, há consenso entre os analistas de que seria
“essencialmente anárquica”. Na verdade, a Internet está
resgatando a antiga utopia anarquista. A Organização
Web é o desdobramento prático do Anarquismo em um mundo
real de alta tecnologia, produção autônoma de bens e decisões
globalizadas. Busca, essencialmente, formas de organização com a máxima
fragmentação do poder. Esqueçam, portanto, os velhos empregos de
carteira assinada em grandes organizações. Acreditem na proliferação
das microempresas; prestem atenção nesses novos gurus da
Administração, que pregam a formatação de organizações
super-enxutas, empregando com baixos salários meia-dúzia de
garotos e, quando necessário, contratando os serviços
terceirizados de profissionais experientes. Melhor aceitar o lado
positivo do anarquismo: você vendendo a competência para quem
merecer. Significa que deverão começar a aparecer escolas com a
seguinte formatação: os alunos aparecem in
loco e recebem orientação de jovens professores.
Estudam em casa, com o auxílio da internet e de outros canais de
educação à distância. Por fim, tiram dúvidas com professores
experientes através de canais de interatividade e assistem a
aulas-magnas com medalhões da matéria.
Micro-Sociedades
- Qualquer iniciativa monopolista ou centralizadora está,
antecipadamente, fadada ao fracasso. Na Economia Digital não há
espaço para uma nova Rede Globo ou para um longo período de
hegemonia absoluta da Microsoft, por exemplo. Nem do Objetivo ou da
FMU. O que está acontecendo é um aparente paradoxo. As corporações
globalizadas buscam dominar mercados através da formação de cinco
ou seis mega-blocos globalizados, liderados por empresas como
Microsoft, América Online e Telefónica de España. No Brasil, por
sua vez, também desponta a formação cinco ou seis grandes blocos,
desta vez no segmento de distribuição de conteúdo (educação é
conteúdo). Globo, Abril, Folha, Estadão e Gazeta Mercantil são os
principais vetores desse jogo. Não há muito o que fazer quanto a
isso, a não ser entender a realidade, manter alguma independência
e tentar barganhar na venda de bons conteúdos educacionais para
esses blocos. Um bom profissional do ramo pode criar excelentes
micro-negócios. Escrever e vender livros ou apostilas através da
internet, sem a intermediação das editoras. Lembrem-se de que a
internet é um canal de distribuição no qual o produtor de
conhecimento pode se relacionar a custos baixíssimos diretamente
com o consumidor, sem a necessidade de se submeter aos esquemas das
grandes editoras e livrarias. Aos mais ambiciosos, o melhor é
apostar em uma dúzia de empresas de médio porte focada na produção
de conteúdos para a educação à distância. Ressalte-se que
nenhuma delas terá, sozinha, o tamanho do Objetivo ou da FMU.
Melhor ainda é acreditar em uma grande aliança de
micro-sociedades, todas independentes, organizadas em cooperativas
de médio porte. Acredite na máxima fragmentação do poder e da
economia. É a única saída.
A
Vez da Diversidade - Um típico internauta jamais
tentará ações efetivas para mudar o mundo, o país ou a cidade de
forma homogênea, como os saudosos revolucionários marxistas do século
XX. Um internauta não objetiva qualquer atuação quantitativa, em
nível de massas. Atua somente em nível de microcosmos, imaginando,
pesquisando e materializando um pequeno mundo ideal. O essencial é
buscar a diversidade, pois nunca se sabe de qual punhado de homens
irá um dia brotar a etapa seguinte da vida nacional. Aposte em
conteúdos educacionais ultra-segmentados.
A
Luta pela Liberdade - O princípio básico das
relações na Web é a crença de que só pode existir a completa
satisfação humana quando os indivíduos se tornam absolutamente
livres e passam a se relacionar essencialmente com outros homens
livres. Não pode haver completa satisfação individual ou coletiva
com a existência de desigualdades e injustiças. Busca-se, nos
debates fundamentalistas da Internet, meios de se produzir a maior
liberdade individual e bem-estar possível aos participantes. A
economia industrial massificou a sociedade por necessidade de
escala; essa é a razão pela qual a Igualdade ter sido o principal
valor humano nos últimos dois séculos, tanto nas economias
socialistas quanto nas capitalistas (faz-se mister lembrar que o
capitalismo se reinventou com a social-democracia igualitarista). O
que está por vir é a hegemonia de outro valor fundamental, a
liberdade. O internauta é um ser libertário na essência
(consciente ou inconsciente), que só se considera um Homem-Livre
quando alcança a completa liberdade individual e coletiva,
ascendendo nos seguintes campos:
1.
Liberdade Econômica -
Conquistar a liberdade profissional ou possuir seu próprio negócio
rentável, de preferência sem patrões, mas principalmente sem
grandes cerceamentos provocados pela necessidade de subsistência.
É nesse ponto que desperta o desejo no internauta de possuir sua própria
WebEmpresa.
2.
Liberdade Política -
Ser cidadão de uma nação organizada (no caso o Brasil) onde hajam
garantias constitucionais de organização, de locomoção, de atuação
econômica e intelectual. É quase uma anomalia encontrar
internautas defendendo sistemas políticos autoritários ou
restritivos.
3.
Liberdade de pensamento -
Conquistar a libertação dos modismos, das idéias pré-concebidas,
dos modelos políticos e econômicos conhecidos, para se tornar
capaz de criar novos paradigmas e soluções inéditas que levem à
melhoria da qualidade de vida. É conquistar a auto-despadronização
do comportamento.
Encontre
Valores Etéreos - Imóveis, equipamentos e
objetos palpáveis sempre terão valor. Contudo, cada vez mais a
solidez dos negócios é mensurada por variáveis etéreas como
marca, liderança do empreendedor, conhecimento da equipe e cultura
inovadora. A marca já é o coeficiente de maior valor no mercado
tradicional. Na Internet, uma marca (domínio) de fácil memorização
pode valer milhões. Invista tudo o que tiver em um bom
posicionamento da sua marca. Para um educador, a marca é seu próprio
nome. Em maio 1998, um médico americano de quase 70 anos lançou na
bolsa de valores uma intenção de empresa de internet (a empresa
funcionou de fato somente por alguns meses) e levantou quase 100
milhões de dólares. Ele só tinha uma marca, sua fama
profissional..
Marque
Posição Pessoal –São grandes as
possibilidades de que as melhores empresas cheguem ao ponto máximo
de fragmentação, ou seja, o indivíduo – acompanhado somente de
seu conhecimento, ou no máximo de meia dúzia de assistentes.
Invista em você mesmo, nas suas idéias, no seu projeto, no seu
marketing pessoal. No mercado do conhecimento brasileiro, calcule
quanto vale a marca Aurélio, ou, para citar um vivo, Pasquale Cipro
Netto? Da mesma forma que um dicionário pode vender a rodo só por
estampar na capa sete letrinhas quase mágicas, a-u-r-e-l-i-o,
decerto já é possível licenciar conteúdos educativos com a marca
Pasquale. Mas, será que o professor Pasquale conhece a língua
portuguesa muito melhor do que seus colegas? Difícil saber. O certo
é que esse professor descobriu os valores etéreos antes dos
demais, acreditou em seus sonhos e está conseguindo marcar posição
pessoal.
E
lembre-se mais uma vez: quem não for trator, vai virar estrada.
OBSERVAÇÃO:
Este ensaio foi escrito em dezembro de 2000, há quase 10 anos,
portanto, como suporte para uma palestra que dei no MEC sobre
"O Educador na Era Digital". Optei por publicá-la neste
blog, sem qualquer alteração, só para colocar à prova a visão
dos futurólogos naquele tempo.
(*)
Hugo Studart é jornalista, historiador e escritor.
Mantém o website www.conteudo.com.br
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