Ano VIII
Nº 326
Texto
publicado
na revista Super, edição de fevereiro de 2003
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Viciados
em remédios
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reportagens
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Continuação
da reportagem "Viciados em remédios"
Onde
mora o perigo
Por
Jomar Morais
Se
você é do tipo que não consegue passar um dia sem tomar
remédio, cuidado. Não há medicamentos que não causem
reações indesejáveis, os efeitos colaterais. O perigo nem
sempre é percebido, mas começa na lista dos remédios
campeões de venda, geralmente adquiridos sem receita médica.
Segundo
o Ministério da Saúde, os brasileiros são consumidores
contumazes de anti-inflamatórios. Existem dezenas de marcas
no mercado, entre as quais Cataflam e Voltarem, as mais
procuradas. Os anti-inflamatórios, no entanto, podem provocar
úlcera, gastritre e hemorragia digestiva. Em segundo lugar na
preferência estão os analgésicos e antitérmicos, como a
dipirona (é o caso da Novalgina) e a aspirina. Mas os
analgésicos são causadores de dor no estômago, enjôo e
diarréia. Os antibióticos, também tomados sem controle,
podem prejudicar o funcionamento dos rins e do fígado, causar
surdez e alteração na produção de sangue.
Numa
faixa de maior risco estão outras quatro categorias de
medicamentos tomados em larga escala no país. Os
antialérgicos e anti-histamínicos provocam, entre outros
efeitos, sonolência e dificuldade de concentração e, no
caso dos broncodilatadores, pressão alta, osteoporose,
úlcera e alteração emocional. As anfetaminas, muito usadas
para controlar a obesidade, causam irritabilidade,
palpitação, suor excessivo e até crise psicótica. Os
remédios para problemas coronários podem provocar enjôo,
desidratação, tontura, tosse e... arritmias cardíacas. E,
por último, os antidepressivos e estimulantes podem causar
mal-estar, tremor, sonolência, inquietação, depressão e
até tendências suicidas.
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