Ano
IX
Nº 333
Texto
publicado
na revista Super, edição de outubro de 2003
Leia
também:
É
só respirar
Outras
reportagens
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Complemento
da matéria É só respirar
Passo
a passo
Há
vários maneiras de meditar, mas a regra básica é
mesma: atenção
Por Jomar Morais |

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Sentado
– No chão ou em uma cadeira, mantenha a coluna ereta e
concentre-se nos movimentos da respiração, observando a
entrada e a saída do ar pelas narinas. Se preferir,
concentre-se num mantra, que pode ser qualquer palavra, uma
frase ou apenas um murmúrio. Repita seu mantra a cada expiração.
Fechar os olhos pode ajudar. Se ficar de olhos abertos,
concentre o olhar em um ponto.
Em
pé – Posicione-se junto a uma fileira de árvores e
tente se sentir como uma delas. Concentre-se na respiração e
imagine seus pés desenvolvendo raízes no chão.
Caminhando
– É uma boa saída para quem, por algum motivo, não
consegue ficar imóvel. O segredo é focar as pisadas,
vendo-as como um todo ou como segmentos do movimento, que pode
ser lento ou acelerado. Melhor caminhar em círculo, sem a
expectativa de um ponto de chegada.
Visualização
– Crie uma imagem significativa para você – pode ser um símbolo
religioso ou uma paisagem – e concentre-se nela.
Entre
o Céu e os neurônios
Ao
fechar sua pesquisa sobre a ação do cérebro durante a
meditação, Andrew Newberg propôs: "A questão central
é afirmar se a atividade neurológica associada à experiência
espiritual significa que o cérebro é a causa dessa experiência
ou se, em vez disso, ele está percebendo uma realidade além
do corpo". E ele próprio concluiu:
“Isso, por enquanto, ninguém pode dizer”. O ceticismo dos
cientistas, porém, nunca abalou a postura dos místicos que
hoje, como no passado, continuam a meditar com o objetivo de
transcender a realidade física. A seguir, veja como a meditação
foi adotada pelas principais religiões:
Hinduísmo
– Textos sagrados do período védico, entre 2000 e 3000
a.C., fazem referências a mantras e contemplações. A meditação
é uma das principais práticas do conjunto de escolas
religiosas da Índia conhecido como hinduísmo.
Budismo
– Foi meditando debaixo de uma figueira que o príncipe
Sidarta Gautama alcançou a iluminação, por volta de 588
a.C., tornando-se o Buda. Prática basilar no budismo, a
meditação é vista, sobretudo, como um método de examinar a
realidade pessoal e eliminar condicionamentos.
Cristianismo
– Os chamados padres do deserto, da região de Alexandria,
no Egito, é que consolidaram a meditação como hábito cristão
no século IV. A prática, disseminada nos monastérios, desde
o século passado vem sendo adotada por cristãos leigos.
Judaísmo
– Os praticantes da Cabala, tradição esotérica judaica,
difundiram a meditação entre seus adeptos na Europa, por
volta do ano 1000, como uma forma de entrar em comunhão com
Deus.
Islamismo
- Também por volta do ano 1000, os sufis, que constituem o
segmento místico dos muçulmanos, incorporaram a meditação
aos seus rituais, os quais incluem o êxtase místico através
da dança.
Independentes
– Em 1967, um encontro dos Beatles com o guru Maharishi
Mahesh Yogi inicia a expansão da Meditação Transcendental
no Ocidente e o florescimento de uma infinidade de gurus e técnicas
meditativas que, desde então, atraem adeptos em toda parte.
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