A
exemplo do que acontece na alopatia, a maioria dos remédios
homeopáticos é preparada a partir de plantas – algumas
delas nativas do hemisfério norte e desconhecidas no Brasil.
Há, porém, preparados com minerais, secreções animais
– como veneno de cobra – e até com animais inteiros
triturados. A farmacopéia homeopática compõe-se
atualmente de mais de 3 000 itens, cada um identificado por
seu nome em latim, de acordo com a tradição iniciada por
Samuel Hahnemann. O critério para escolha da substância é
o de que ela seja capaz de produzir no homem sadio sintomas
semelhantes aos da doença que se pretende atacar.
Eis algumas das substâncias
usadas e suas indicações terapêuticas:
Vegetais:
Arnica montana (arnica
ou espirradeira)
Traumatismo, ferida,
queimadura, hematoma, choque emocional
Belladonna (beladona)
Febre elevada
Bryonia (lúpulo
selvagem)
Prisão de ventre, inchaço
nas articulações e seios, dor de dente
Chamomilla
(camomila)
Incômodo da dentição
infantil
Digitalis
(dedaleira)
Insuficiência cardíaca
Gelsemium (gelsêmio)
Dor de cabeça, prisão de
ventre e resfriado
Hamamelis
(hamamélia)
Ferida não supurada
Hypericum
(erva-de-são-joão)
Ferida e lesão acompanhadas
de dores fortes, lesões nos nervos
Ipeca
(ipecacuanha)
Náuseas e vômitos
Nux vomica
Insuficiência da vesícula,
enjôos de viagens
Opium (ópio)
Torpor, formigamento, mal
funcionamento dos intestinos no pós-operatório
Secreções
animais:
Crotalus horridus
(veneno de cobra cascavel americana)
Dengue
Pirogenium
(pirogênio, substância produzida por células vivas que
provoca elevação da temperatura corporal)
Infecção generalizada
Animais
triturados:
Apis mellifica
(abelha melífera)
Alergia a picada de abelha,
urticária
Minerais:
Antimonium tartaricum (antimônio
tartárico)
Tosse, com insuficiência
respiratória
Phosphorus
(fósforo)
Complicações da vesícula,
hemorragias
Silicea
(cristal de rocha)
Infecções com presença de
corpo estranho