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O
que é uma vida com êxito?
O
famoso filósofo, teólogo ortodoxo e terapeuta
Jean-Yves Leloup aponta
em palestra transcrita por Cláudio Azevedo o caminho da
realização integral
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Quem
é que tem êxito? O que é a Vida? Jean-Yves diz que a Vida é
algo que nos perpassa e que o êxito da vida se dá através de nós!
Ele desenha um quadrado na tela, para representar essa vida em nós,
baseado em Jung:
| Razão |
Intuição |
| Sensação |
Emoção |
E
faz alguns paralelos:
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1
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2
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3
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4
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Terra
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Água
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Fogo
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Ar
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Físico
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Emocional
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Mental
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Espiritual
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Material
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Afetivo
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Conhecimento
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Liberdade
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Sensação
|
Emoção
|
Razão
|
Intuição
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Lucas
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Marcos
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Mateus
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João
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A
palavra hebraica Shalom, traduzida como paz, na verdade tem o
sentido de ‘ser-estar inteiro’. Só estaremos em paz se
estivermos inteiros, e estar inteiro inclui todas essas quatro
dimensões da existência: ter êxito nessas quatro dimensões.
Mas o êxito inclui a aceitação de nossos fracassos. Aceitar
nossos fracassos é reconhecer nossos limites!!
Mas
estamos fragmentados! Para alguns o que interessa é o sentir, o
tocar, o visualizar; para outros, o êxito afetivo-familiar ou sócio-profissional;
para outros o êxito científico-intelectual; e para outros, o
caminho da transcendência. Qual a nossa função dominante?
Jean-Yves contrapõe ‘1’ e ‘4’ (sensação – intuição),
o aterrado e o visionário, e ‘2’ e ‘3’ (emoção – razão),
o compassivo e o inteligente, como caminhos complementares e não
contrários.
Ele
pergunta: como é o meu processo de tomada de decisões? Qual a
minha função dominante? Quais as minhas funções esquecidas? Eu
decido usando a razão ou num rompante de emoção? Eu decido
esperando uma mensagem divina (ou angelical) ou usando meus
instintos (a sabedoria que vem de minhas entranhas, de meu
ventre)?
–
Não existe outra realidade, a não ser a Realidade!
–
Não existe outro infinito, a não ser o Infinito!
O
que fez com que algumas de minhas funções adormecessem? O medo!
Assim, ele pergunta: o que me dá medo?
·
Recalcamos nossas sensações devido a experiências
dolorosas vividas na infância, experiências registradas em meu
corpo, traumas.
·
Reprimimos nossos sentimentos, pois, no passado, nos
deixamos levar por eles e acabamos sofrendo.
·
Recalcamos e reprimimos nossa razão por traumas
sofridos com as palavras e pensamentos dos outros. Passamos a
desconfiar das palavras e pensamentos e não nos relacionamos bem
com eles.
·
Apesar disso, desconfiamos de tudo o que não pode
ser explicado pela razão, dizendo simplesmente que não existe!
“Pouca
ciência nos separa de Deus, mas muita ciência nos aproxima de
Deus!”
Albert
Einstein
Como
viver essa síntese e integrar todos esses aspectos em nós; como
viver essas inteligências: corporal, afetiva, racional e
intuitiva? Como viver um momento de êxito, de inteireza, de Shalom?
Para isso devemos estar atentos e perceber que funções nos dão
medo e habitam em nós como sombras, esquecidas ou adormecidas.
Jean-Yves pergunta: Como fazer minha sombra dançar com minha luz?
O
lugar do êxito é no centro! Viver tudo a partir do Centro, nosso
‘Ponto C’. O que me falta para eu ser inteiro? Se há violência,
é porque existe alguma necessidade não satisfeita! E temos
quatro grandes delas: necessidades físicas, necessidade de
reconhecimento, necessidade de conhecimento e necessidade de
liberdade.
1.
Necessidade de Segurança: como falar de êxito e de
espiritualidade (ou de paz) a alguém que não tem o que comer,
que não tem onde dormir ou que está doente?
2.
Necessidade de Reconhecimento: como falar de êxito
e de espiritualidade (ou de paz) para alguém que não é
reconhecido como ser humano, na sua identidade humana? Temos
necessidade de ser amados (da forma como somos) e de amar!
3.
Necessidade de Conhecimento: como falar de êxito e
de espiritualidade (ou de paz) se não sei qual o sentido de minha
própria existência? Se não sei porque sofro?
4.
Necessidade de Liberdade: como falar de êxito e de
espiritualidade (ou de paz) se estou preso em meu próprio meio?
Se não consigo sair de onde estou, se me sinto sufocado e sem ar?
Com ter amigos e relacionamentos, mas me sentir livre?
–
Sacramento é um gesto acompanhado de uma palavra...
Afinal,
o que é uma refeição bem sucedida?? Preparar uma mesa pode ser
como pintar um quadro: uma obra de arte! É necessário que tenha
comida! É necessário que o alimento tenha qualidade! Mas também
é necessário que tenha bons sentimentos à nossa volta, que boas
palavras circulem no ambiente, nos fazendo aprender, e que nos
sintamos livres para sair da mesa! Compartilhar o pão, o vinho, a
amizade e as palavras, sem sermos obrigados a permanecer na mesa!
Sem sermos sufocados!
–
Como você gosta da sopa? – Quente e servida com amizade!
E
o que é um casal bem sucedido? É necessário que a dimensão
sexual exista! Em sua fecundidade, em seu prazer, em sua realização...
é necessária muita paciência e muito respeito pelas memórias
no corpo do outro: sua educação familiar, social e religiosa. É
importante, também, a dimensão afetiva: a sexualidade com o coração
presente! Com o coração presente nas mãos, o coração presente
nos lábios. É importante que pelos lábios saiam palavras; saber
o que o outro deseja, dizer-lhe: eu te amo. E também é
importante a dimensão espiritual. Respeitar o caminho espiritual
do outro:
–
Eu respeito o que você pensa (e crê) e você respeita o que eu
penso (e creio)!
Mas
isso nem sempre é tão fácil! Não deixamos o outro livre em
suas crenças! Temos que aprender a conhecer os nossos limites, e
esses limites não incluem o outro! O que acontece é que amamos
no outro uma imagem que temos de nós mesmos e quando o outro
passa a ser ele mesmo nos decepcionamos. Queremos que o outro seja
o que achamos que somos, quando deveríamos respeitar a dimensão
corporal, afetiva, intelectual e espiritual do outro (e de nós
mesmos). Orar juntos é tocar o Terceiro que existe entre nós
dois...
Quando
juntamos as mãos para orar, entre uma mão e a outra existe o
espaço e sem o espaço não há uma mão separada da outra. O
espaço entre as mãos é o que une e o que separa as mãos! O
Terceiro é o Espaço entre os dois! O Terceiro é o Amor entre os
dois! É Aquilo que nos une e nos diferencia, pois o outro não
deve ser reduzido ao que eu sou nem eu ser reduzido ao que o outro
é: “sem confusão (união) e sem separação!!
O
vinho, em uma vida em comum, é despertar o deslumbramento e o
embriagamento de estarmos juntos. E quando falta o vinho, quem
deve ser chamado para nossas vidas? Cristo é quem transforma a água
em vinho...
Pois
tudo é solúvel no tempo! Do ponto de vista da pulsão (do
instinto físico), fidelidade não existe! Do ponto de vista
afetivo, fidelidade também não existe, pois podemos nos
apaixonar por outro alguém. O mesmo ocorre do ponto de vista de
uma escolha sensata e pensada. Quando as sensações e a paixão já
não nos une, um projeto em comum, idéias e valores em comum, ou
até pensamentos em comum, podem nos manter fiéis. Mas até isso
é solúvel no tempo, pois nossos projetos, idéias, valores e
pensamentos também mudam. E do ponto de vista religioso? Nossa
religião muda, descobrimos outras práticas e religiões.
E
o que é indissolúvel entre duas pessoas? Somente há união
indissolúvel quando reconhecemos o Terceiro entre nós. Entre o
amante e o amado existe o Amor. Somente o Amor, que está entre nós
e nos perpassa, pode nos unir indissoluvelmente. Por isso devemos
reconhecer essa Presença. Então, podemos não mais
conviver juntos, mas uma ligação indelével persistirá! É o
mesmo que acontece entre amigos que não mais convivem, mas que
quando se encontram parece que nunca estiveram separados. É o que
nos une quando as ligações sexual, afetiva, ideológica
(profissional) ou religiosa se dissolvem no tempo.
E
o que é uma empresa bem sucedida? Da mesma forma, as mesmas
quatro dimensões têm que ser contempladas para o êxito. Uma
empresa, no plano físico, tem que ganhar dinheiro, até por uma
questão de justiça! Mas o que acontece é que a distribuição
desse dinheiro se faz de uma forma não justa. Não há uma
distribuição justa do lucro. Tem que haver respeito pelo
trabalho de cada um, sem hierarquias de poder, mas hierarquias de
competências. Reconhecer a nossa competência e a competência do
outro.
Na
tradição hebraica, numa cerimônia de casamento os noivos se
coroam mutuamente. Isso é respeitar e reconhecer o outro e
conduzir o outro à sua própria realização. Esse é o
verdadeiro sentido do encontro com o outro, seja a dois, seja no
campo das idéias, seja no campo profissional! Por isso a importância
da dimensão afetiva, pois tenho que ir para a empresa em que
trabalho por prazer. Além disso, temos que enriquecer
culturalmente. Uma empresa tem que facilitar nosso aprendizado e
nos manter crescendo intelectualmente.
Uma
empresa com êxito é aquela que nos realiza internamente, que nos
traz mais consciência e nos tira de nossos automatismos. Uma
empresa que nos ajuda a, cada vez mais, sermos nós mesmos, a
crescer em maturidade, a respeitar a liberdade dos outros funcionários
é uma empresa que respeita a nossa própria liberdade.
Não
podemos dar a nossa liberdade a ninguém, a nenhum patrão, a
nenhuma doutrina, pois Deus é a liberdade que existe em nós!
E
o que é uma Igreja (um partido, ou uma Instituição) bem
sucedida? Também temos que integrar os quatro níveis! Será que
ela me torna mais vivo? Alimenta minhas fomes? Ou ela despreza o
meu corpo? Será que ela me torna mais amoroso? Será que ela
alimenta a minha confiança? Ou permanecemos desconfiando de todos
os que não tem a nossa visão?
Será
que ela me torna mais inteligente? Ou apenas me torna um repetidor
de palavras e dogmas? Será que ela me ensina a pensar por mim
mesmo? Ou minha própria reflexão não é respeitada?
E,
por fim, será que ela me torna mais livre? Ou ela me torna mais
culpado? Será que eu posso ir e vir? Será que ela me torna cada
vez mais autônomo para viver em comunhão ou me distanciar quando
sentir que devo, de acordo com os momentos de minha vida? Muitas
vezes temos que usar um ‘barco’ (alguma doutrina) para nos
ajudar a fazer alguma travessia em minha vida, mas depois que eu
atravesso não há mais sentido em permanecer segurando o barco,
pois isso vai retardar o meu prosseguir...
Liberdade
é permitir que a vida se dê a cada momento, devemos permitir que
a liberdade se expresse amorosamente... Existem coisas que não
devem ser ditas, mas apenas cantadas, ou silenciadas... A beleza
é o esplendor da Verdade (Platão), a beleza cura
E
os nossos fracassos, o que fazemos com os nossos fracassos? Será
que conseguimos ter êxito na doença, êxito na morte, êxito no
divórcio, na falência ou no fracasso existencial? Será que nos
deixamos expressar tanto a nossa grandeza quanto o nosso drama? Os
nossos êxitos são apenas imagens que temos de nós mesmos.
Quando o tempo passa, a fonte de nossos êxitos pode ser a fonte
de nossa maior dor, quando não podemos mais sustentar o que fomos
e conseguimos.
Uma
vida bem sucedida é uma vida que responde ao nosso desejo. Mas não
sabemos o que desejamos, no mais profundo de nosso ser. Qual o
nosso desejo essencial? Para que estamos aqui? Qual o desejo da
vida para conosco? O que podemos realizar que ninguém pode
realizar? Os nossos fracassos são acontecimentos que nos trazem
de volta ao essencial, pois num piscar de olhos podemos nos
encontrar com a nossa fragilidade essencial.
Uma
doença com êxito é quando fazemos dela uma ocasião de
maturidade, um processo de Individuação acelerado. É quando
somos o Sujeito, e não o objeto dos sintomas. É quando somos
maiores que a doença. Sermos maiores que a doença é não nos
identificarmos com ela. Tenho câncer, mas não sou o câncer.
O
mais precioso no ser humano é sua maturidade, sua aceitação!
O
fracasso nos traz à noção de Kairoz. Kairóz é uma
ocasião de consciência, uma ocasião de crescimento, de
despertar para algo mais elevado. Aliviar nossas dores sem perder
a consciência... E o que é uma morte com êxito? Estamos
preparados para morrer? A morte é sempre uma surpresa, algo
inesperado, mas podemos fazer dela uma oferenda e um dom! O Livro
Tibetano dos Mortos diz: que eu possa fazer desses derradeiros
momentos, uma ocasião de despertar, para mim e para todos os
seres!
Não
é a morte que nos tira a vida, pois morrer é apenas perder
nossos limites, perder o medo de morrer. A vida em mim prossegue
sem o corpo. Não sou a vida que tenho, mas a vida que eu sou.
Quando morro, eu vou para o local onde eu sou, onde estou desde
sempre... Na realidade, a morte me aproxima da Vida que Sou.
Aceitando minha vida mortal eu desperto para a minha dimensão
eterna!!
Mas
será que me lembrarei disso no momento de minha morte, quando
passo para outro nível de realidade? A morte é a morte de uma
realidade relativa!! Aceito que meu corpo e meu psiquismo nem
sempre estão centrados no Ser que é, onde a morte sublime não
aceita o medo. A doçura e a serenidade do intolerável demonstram
que algo maior habita em nós mesmos e é maior que a nossa própria
morte!! O desafio é nos abrir àquilo que não pode ser destruído...
Já
estamos no Infinito, nosso inspirar vem do Infinito e retorna a
Ele. Se soubéssemos o que existe no final de nosso expirar e
antes de um inspirar, teríamos menos medo da morte. Amar é se
dar; se perder... Não ter medo de morrer é não ter medo de
viver nem de amar!! Um sofrimento, um fracasso ou uma doença com
êxito é uma passagem para um novo nível de ser: uma Iniciação!
A vida é um grande mestre, às vezes rude, às vezes doce! Um
mestre zen usa um golpe de bastão para nos despertar. A vida não
quer nos destruir, mas nos despertar para o melhor de nós mesmos.
Não
devemos perdoar rápido demais, pois às vezes o que sofremos é
real e devemos expressar isso, falar ao outro, reclamar justiça!
Não é o ego que perdoa, mas o Self!! Às vezes é injusto
demais, é nojento demais... e é por isso que chamamos Aquele que
é maior que nós mesmos, que é capaz de amar o que o ‘eu’ não
pode! Não somos obrigados a nos abrir a essa dimensão, mas nada
pode nos impedir isso!!
O
fracasso de um amor não é o fracasso do Amor!! Não devemos
acrescentar culpa a um fracasso!
A
cruz é o fracasso de um amor não aceito e a ressurreição nos
mostra que o amor é maior que o fracasso! O sol brilha sobre o
ouro e sobre o lixo, brilha até quando a janela está fechada!
Aquele que compreende tudo pode perdoar tudo. Pode perdoar alguém
e não fechar a pessoa nas conseqüências negativas de seus atos
ou de meus atos. O perdão liberta o outro de seu karma: você me
roubou, mas não é apenas um ladrão, me traiu, mas não é
apenas um traidor...
A
única falta que Deus não perdoa é aquela que não conseguimos
perdoar
Dostoievsk
O perdão vem do coração, da inteligência e da compreensão.
Mas, às vezes, o corpo não perdoa! Perdoar é passar além do
absurdo e através do absurdo! Entrar na Pura consciência que
dispensa todas as explicações. Um Terapeuta nos ajuda a entrar
no mundo além da razão, além do absurdo, além da dor, além da
contradição dos nossos Mestres.
| Clareza |
Contemplação |
| Calma |
Compaixão |
Um Terapeuta nos ajuda a estar sempre em nosso ponto ‘C’:
em nosso centro de Calma, Compaixão, Clareza e Contemplação.
Nos ajuda a permanecer fiel àquilo que é o melhor em nós
mesmos... |