Catolicismo
Após as
mudanças iniciadas no Concílio Vaticano II, há quatro
décadas, o Diabo perdeu as feições físicas monstruosas e
passou a ser encarado como "a causa do mal", cuja
ação entre os homens é essencialmente moral. Mas a Igreja
continua a vê-lo como uma entidade que concentra o mal
absoluto.
Evangelismo
Para a
maioria das denominações evangélicas, Satanás tem
individualidade e atua como o grande inimigo do Evangelho de
Jesus e seus seguidores. Os neopentecostais superestimam os
seus poderes e fazem do combate ao Demônio o foco de suas
atividades. Segmentos modernizantes, como algumas igrejas
batistas nos Estados Unidos e no Brasil, já admitem que o
mal reside no homem, como a sombra junguiana, e contestam a
existência do Maligno.
Judaísmo
Não aceita a
corporificação do Diabo. Satanás seria o adversário, o
acusador, que conforme a tradição judaica é usado por
Deus para testar o homem. O bem e o mal procedem ambos de
impulsos humanos.
Islamismo
O Diabo
islâmico é individual e corporificado. Tem praticamente as
mesmas atribuições de seu similar cristão.
Espiritismo
A doutrina de
Allan Kardec, popularizada no Brasil, não admite a
existência do mal absoluto nem a sua individualização em
Satanás. O mal, visto como uma contingência da
experiência evolutiva, cede ao bem à medida que os
espíritos se depuram através de sucessivas reencarnações.
Budismo
Os budistas não personificam
Deus e muito menos o Diabo, um conceito inexistente no
Budismo. O mal é resultado da mente inquieta ante a ilusão
do eu e das formas. Pensamentos e atos podem gerar carma que
prendem o homem à fieira das reencarnações. O exercício
da compaixão e do desapego o liberam desse círculo.