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Ano VII / Nº 316

Texto publicado na revista Super de março de 2002


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O Diabo e as religiões


A visão de Satanás, nos dias atuais, é tão variada quanto os credos religiosos. Para algumas religiões, o Diabo sequer existe. Confira:

Por Jomar Morais    

Catolicismo

Após as mudanças iniciadas no Concílio Vaticano II, há quatro décadas, o Diabo perdeu as feições físicas monstruosas e passou a ser encarado como "a causa do mal", cuja ação entre os homens é essencialmente moral. Mas a Igreja continua a vê-lo como uma entidade que concentra o mal absoluto.

Evangelismo

Para a maioria das denominações evangélicas, Satanás tem individualidade e atua como o grande inimigo do Evangelho de Jesus e seus seguidores. Os neopentecostais superestimam os seus poderes e fazem do combate ao Demônio o foco de suas atividades. Segmentos modernizantes, como algumas igrejas batistas nos Estados Unidos e no Brasil, já admitem que o mal reside no homem, como a sombra junguiana, e contestam a existência do Maligno.

Judaísmo

Não aceita a corporificação do Diabo. Satanás seria o adversário, o acusador, que conforme a tradição judaica é usado por Deus para testar o homem. O bem e o mal procedem ambos de impulsos humanos.

Islamismo

O Diabo islâmico é individual e corporificado. Tem praticamente as mesmas atribuições de seu similar cristão.

Espiritismo

A doutrina de Allan Kardec, popularizada no Brasil, não admite a existência do mal absoluto nem a sua individualização em Satanás. O mal, visto como uma contingência da experiência evolutiva, cede ao bem à medida que os espíritos se depuram através de sucessivas reencarnações.

Budismo

Os budistas não personificam Deus e muito menos o Diabo, um conceito inexistente no Budismo. O mal é resultado da mente inquieta ante a ilusão do eu e das formas. Pensamentos e atos podem gerar carma que prendem o homem à fieira das reencarnações. O exercício da compaixão e do desapego o liberam desse círculo.

Que achou da reportagem acima? Tem algo a dizer ao autor? 
Envie agora sua mensagem (cite o título da matéria) para o jornalista Jomar Morais:

jmorais@abril.com.br


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