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REPORTAGEM
ESPECIAL
a
a
Janeiro/2010
a
a
Leia
mais:
JM
na Nova Zelândia
JM
na Austrália
JM
no Canadá
JM
Nos Estados Unidos
JM
e as
torres gêmeas
JM
na Índia
JM
no Marrocos
JM
na Europa
a
Outras
reportagens
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Pequena
ilha no mar do Caribe, a 20 quilômetros de Cartagena das
Índias: beleza que surpreende
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Encantos
da Colômbia
A Colômbia é um mosaico latino. Tem
praias caribenhas, montanhas,
cenários históricos e uma miscinegação cultural que a deixa repleta de cores,
sabores e artes. A Colômbia tem Cartagena. E só isso já vale a viagem
por
Jomar Morais
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O
iate modesto navegava no rumo do horizonte
quando a cena inusitada surgiu à minha
frente: montada
sobre uma rocha plana em meio às águas azuis,
tranquilas, uma casa solitária desafia a vastidão do
oceano. Não há mais nada em torno, senão
águas azuis. A pequena ilha tem o exato tamanho
da edificação e, sob o sol equatorial,
ganha cores e reflexos que impressionam. É
uma imagem para não ser esquecida, um
jeito muito especial de boas-vindas à
espetacular paisagem do mar do Caribe em uma
das áreas mais bonitas da Colômbia: a região
de Cartagena das Índias.
Escolhi
Cartagena, quase no extremo norte do país,
para iniciar o meu périplo colombiano e
acertei na mosca. A cidade é uma maravilha.
Guarda tesouros históricos da época em que
para lá convergia toda a riqueza da América
espanhola e reúne o melhor dos atrativos
modernos de uma nação que acaba de
renascer para o mundo do turismo, depois de
décadas de instabilidade político-econômica,
bandidagem e violência. É um cartão-postal
que, por suas belezas naturais e arquitetônicas,
vigor juvenil e milhares de forasteiros a alegrar
suas praias e ruas, potencializa a disposição
do visitante para desbravar e curtir um país
fascinante.
A
Colômbia é um desses lugares do mundo que
ninguém deveria deixar de conhecer antes de
morrer. Em seu território, sete vezes menor
que o brasileiro, há um mosaico de
paisagens e culturas contrastantes que a
tornam uma atração distinta nas Américas.
É possível, por exemplo, curtir neve no
topo de uma montanha de 5 775 metros, como a
Sierra Nevada de Santa Marta, tendo o mar do
Caribe por testemunha ou conviver com a
cultura indigena, ainda viva em muitas
comunidades, e desfrutar de expressões
consagradas da arte moderna, como as
esculturas de um Fernando Brotero ou a
literatura de Gabriel García Márquez, dois
intelectuais colombianos reconhecidos
mundialmente.
Quando
os espanhóis chegaram à região, no final
do século 15, a Colômbia já exibia sua
vocação para a diversidade. Muitos povos,
culturas e línguas estavam instalados na área
e exibiam desenvoltura na agricultura, no
artesanato em cerâmica e cestaria e na
produção de peças de ouro. Os
colonizadores fundaram, em 1525, Santa Marta
, próximo a Cartagena, e logo avançaram
para o interior, impulsionados pelo mito de
El Dorado – um império indígena onde tudo era feito de ouro. O território que hoje
compreende a Colômbia, a Venezuela e o
Equador tornou-se o Novo Reino de Granada e
a cidade de Santa Fé de Bogotá, sua
capital.
Foi em Bogotá que tomou corpo o
movimento independista liderado por Simon
Bolívar e em seus arredores (o vilarejo de
Boyacá) que se deu a batalha decisiva
contra
a dominação espanhola, em 7 de
agosto de 1819. Desde então, a cidade mantém
a vocação erudita e vanguardista.
Este
é um momento marcante da Colômbia, uma
fase de florescimento. Quando estive lá
pela primeira vez, há 28 anos (veja
aqui),
encontrei um país em desagregação. Além
da violência política, que incluia
atentados e guerrilha, havia a ação do
narcotráfico, cujos cartéis de Medellin -
onde pontificava o famoso chefão Pablo
Escobar - e Cali concorriam com o poder do
estado e aterrorizavam a população com
assassinatos em série. No início deste
2009, A Colômbia que reencontrei resgatara
a segurança nas ruas e tornara-se um
canteiro de obras e vitrine de soluções
criativas para problemas como o trânsito (o
sistema de ônibus Transmilênio de Bogotá
é uma opção barata e eficiente para metrópoles
que não têm metrô) e a inserção social.
No passado, saí de lá quase como fugitivo,
embora tenha chegado com passaporte
carimbado e em serviço jornalístico.
Agora, tendo cruzado a fronteira como
clandestino involuntário (contarei abaixo
essa aventura esquisita), pude deleitar-me,
em segurança, com tudo aquilo que há de
bom nessa terra especial, a começar pela
hospitalidade e a cortesia dos colombianos,
um dos maiores atrativos do país.
A
seguir, alguns destaques de meu roteiro de
15 dias na fascinante Colômbia:
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JM no Castillo de San Felipe, em Cartagena: maior forte das Américas protege a cidade amuralhada
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CARTAGENA
DAS ÍNDIAS
Existem
duas Cartagenas e ambas encantam o
visitante. A cidade amuralhada, Patrimônio
da Humanidade espalhado numa linda península,
é o lugar onde se pode ter o gostinho de
mergulhar nos séculos que se foram, quase
como se estivéssemos na medina de Fèz, no
Marrocos. E a Cartagena moderna, metrópole
de edifícios de linhas audaciosas e muitas
luzes na orla, o reduto para quem curte
praia, sol e agitos noturnos.
Na
primeira, preferida dos turistas jovens e
mochileiros, o casario colorido e suas
varandas, as fontes nas praças e as
carruagens que circulam entre cafés e
restaurantes formam um núcleo efervescente
protegido pela muralha erguida a partir do século
XVI para conter a ação dos piratas que
cobiçavam o ouro pilhado pelos espanhóis
no México e em outras partes da América.
O
castillo de San Felipe, ponto de partida e
chegada da grande muralha, é a grande atração
arquitetônica dos tempos heróicos. É o
maior forte da América colonial, com três
níveis. No seu topo tem-se uma vista panorâmica
da cidade e, no no pôr-do-sol, um
clarinetista dá boas-vindas aos visitantes
tocando clássicos nacionais (prepare-se
para ouvir canções de Roberto Carlos) em
troca de moedas.
Vale a pena percorrer sem
pressa as ruas de paralelepípedos e parar
em pontos históricos como o Palácio da
Inquisição e Museu Histórico de
Cartagena, local onde se executava os
hereges, a praça e a Igreja de São
Pedro Claver, a basílica menor (decorada
com ouro), o Museu de Arte Moderna, a Plaza
de Los Coches (ponto de partida das
charretes e onde está a estátua de dom
Pedro de Heredía, fundador de Cartagena em
1533) e a Porta do Relógio, uma torre de
1601 com três arcos vazados que dão acesso
à cidade amuralhada e um relógio do século
XIX.
Na
ruas e vielas do centro histórico há
muitas lojinhas, vendedores de esmeraldas e
quinquilharias e as tradicionalíssimas palenqueras,
espécie de baianas do acarajé com seus
vestidos coloridos e rodados, cabeças
cobertas por um lenço sobre o qual repousa
um balaio repleto de saladas de frutas. As palenqueras
habitam as esquinas e vendem fatias de
manga, melancia, mamão e banana em pratos
descartáveis.
Os
finais de tarde transportam o movimento dos
paralelepípedos para o alto da grande
muralha de 11 quilômetros de extensão, dos
quais 9 foram preservados. É hora de
apreciar o pôr-do-sol em alguma das
esquinas do paredão, onde cafés e
restaurantes foram erguidos sobre enormes
vãos livres. É um cenário perfeito para
ver o sol mergulhar no mar do Caribe,
sentado em mesinhas e ouvindo boa música, e
depois avançar na diversão, dentro ou fora da
muralha.
Na
moderna Cartagena, a noite é marcada pelos
agitos nas luminosas avenidas San Martin e Del Malecón (na
orla), onde há bares, restaurantes,
discotecas e cassinos. O movimento é maior
na praia de Bocagrande, a Copacabana de
Cartagena, com turistas e locais fazendo a
festa no calçadão junto a hotéis de luxo.
Mas quem quiser dar rolé pelos pontos de
lazer noturno da cidade poderá fazê-lo de
um jeito especial nas chivas – ônibus
ornamentados – que percorrem a cidade com
uma banda tocando dentro. Em cada ponto de
referência, todos descem e improvisam uma
balada. No final da noite, todas as chivas
se encontram numa grande discoteca e o fuzuê
atinge o ápice.
Outro programa imperdível
em Cartagena é o passeio de barco às Islas
del Rosario, arquipélago de 27 ilhas a 1h30
de viagem de barco de Cartagena, ou 1h em
lancha rápida. Algumas operadoras oferecem
o passeio a 40 mil pesos, cerca de
35 reais em janeiro de 2009, com direito a parada na ilha de San Martín de Pajarales, para visita ao oceanário,
e a
banho e almoço na Ilha do Encanto – um
cenário estonteante de mar azul-caribe e
areia branca. No trajeto, animadores
promovem brincadeiras ao som de salsas e
merengues e do vallenato,
a nova música romântica colombiana,
que lembra a nossa sertaneja. Mas o melhor
é relaxar observando a paisagem e se
surpreender quando, em alto mar, surgir uma
ilhota como a da foto que abre este relato.
Cartagena é deslumbrante!
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A favela
urbanizada de Santo Domingo, resgatada do narcotráfico, ganhou o "metrocable" e
atrai turistas
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MEDELLÍN
Verde
e florida o ano inteiro, graças à
temperatura média de 24ºC de janeiro a
dezembro, Medellín é conhecida como a
“cidade da eterna primavera”. A capital
do departamento de Antioquia é o segundo
centro cultural do país e exibe uma face
alegre, jovial e moderna. É a única cidade
da Colômbia a possuir metrô, eficiente e
limpo, ao qual estão conectadas duas linhas
de teleféricos (metrocable) que ligam ao
sistema bairros pobres (favelas) situados
nas escarpas da cordilheira dos Andes.
Medellín é a cidade dos parques e museus,
das esculturas a céu aberto – muitas
delas assinadas por Fernando Brotero, que
ali nasceu e despontou para o mundo como
artista plástico renomado – e do prazer
noturno em bares, restaurantes e discotecas
da Zona Rosa, a área chique no bairro El
Poblado.
Nem
parece que há menos de 20 anos, Medellín
era sinônimo de medo e violência, sob o
império de narcotraficantes. Morto Pablo
Escobar, o poderoso chefão, o governo e a
sociedade levaram adiante um programa de
resgate social em áreas carentes que é
hoje modelo para o mundo. Na favela Santo
Domingo, onde o traficante recrutava seu exército,
os sinais de exclusão social foram substituídos
pela urbanização intensiva e o
desenvolvimento social: pavimentação de
ruas, construção de equipamentos de lazer,
escolas de alto nível e centros de saúde,
instalação de agências bancárias e
edificação de um centro cultural de linhas
futuristas – o Parque Biblioteca España -
que abriga, além da biblioteca e de áreas
de exposições e convivência, uma lan
house gratuita com mais de 100 computadores.
O símbolo desse choque de urbanização é,
certamente, o metrocable, que levou o metrô
a Santo Domingo (e também à favela de San
Javier). O teleférico, moderno e limpo,
acabou com o isolamento da comunidade e a
transformou em mais uma atração turística
da cidade.
Esta
é a minha melhor lembrança de Medellín.
Mas talvez você prefira outras atrações,
que também não esqueço. É o caso do
Museu de Antioquia e a Plaza Botero onde,
digamos, começa o acervo do grande museu
com belíssimas esculturas, gorduchas, de
Francisco Botero. Ou do Cerro Nutibara, o
morro que abriga a réplica de um povoado típico
da região de Antioquia e de onde se tem uma
vista privilegiada da cidade, a 1556 metros
de altitude. Vale à pena conhecer a Basílica
de Nossa Senhora da Candelária e, pertinho
dali, no Parque Berrío, o simbólico Pássaro
da Paz, escultura danificada nos anos de
treva por uma bomba, em atentado que deixou
mais de dez mortos. À noite, o
melhor programa acontece em torno do Parque
Lleras, na Zona Rosa. E se você preferir
uma atração incomum, dependendo da data
poderá assistir a um concerto clássico,
uma apresentação de tablao flamenco ou
mesmo um show de rock no Cemitério San
Pedro, local onde estão sepultados membros
da elite de Medellín e também muitos
comparsas de Pablo Escobar. |
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ISTO
É COLÔMBIA
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Com
vestidos coloridos, as palenqueras
de Cartagena (acima) são
uma espécie de baianas do
acarajé que percorrem as
ruas de casas avarandadas
vendendo salada de frutas. |

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A
Cartagena moderna, vista da velha
cidade amuralhada: vigor e beleza
arquitetônica de um balneário que
atrai turistas com praias, calor e
agitos noturnos
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O
painel pintado por jovens de
Santo Domingo, em Medellín
(acima), lembra o preço da
criminalidade. No Parque
Berrío, o Pássaro da Paz
mutilado num ataque
terrorista virou atração
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No
alto do Cerro Nutibara, vista real e
majestosa de Medellín e uma réplica
perfeita de povoado típico da zona
rural de Antioquia onde se pode
comprar artesanato
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Em
Bogotá, JM cavalga a llama
em dia de festa na Praça
Bolívar. Ao lado, um efeito
especial, no Museu do Ouro,
mostra como indígenas
trabalhavam o metal e o usavam
como ornamentos
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A
Plaza de Toros de La SantaMaría
(acima) é o local onde
acontecem as touradas ao
estilo espanhol. Ao lado, um
dos altares esculpidos
na famosa Catedral de Sal de
Zipaquirá |

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Clique e veja o vídeo Colômbia
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Torres da Catedral Primada e da Capela do Sacrário, vistas
do Centro García Marquez
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BOGOTÁ
Em
Bogotá não existe verão. A metrópole de
7 milhões de habitantes, situada numa
savana andina a 2 640 metros de altitude,
tem temperatura
média de 14ºC durante todo o ano e
aquele friozinho gostoso no amanhecer e à
noite. É o clima ideal para caminhadas por
ruas e parques a fim de descobrir os
tesouros de seu centro histórico, a Candelária,
e a efervescência de seu lado moderno, em
bairros como os que abrigam a chamada Zona
Rosa, área repleta de calçadões, bares,
restaurantes e shoppings. Agora é possível
realizar esse périplo com tranquilidade.
Apesar da persistência da queda de braço
do governo com remanescentes da
narcoguerrilha, no interior, Bogotá
livrou-se dos atentados e dos seqüestros-relâmpagos
do passado e hoje esbanja segurança, pelo
menos em suas áreas nobres e turísticas.
Policiais e militares do Exército estão em
todos os pontos estratégicos, sempre
dispostos a ajudar o visitante. Ainda assim,
a Prefeitura da cidade aconselha o turista a
tomar cuidado se for avançar pelas áreas
sul e sudoeste. É aí que se encontram os
bolsões de pobreza, comuns às metrópoles
latinoamericanas, e onde é registrada a
maioria das ocorrências policiais da
capital.
A
Candelária é o grande atrativo de Bogotá,
com suas ruas estreitas e ladeiras em um polígono
formado por três grandes avenidas e a
montanha.
O prazer maior é percorrê-las a pé.
O setor abriga um rico patrimônio arquitetônico,
de traço espanhol, em que se destacam os
casarões avarandados e edifícios públicos,
e é um importante núcleo cultural onde
funcionam universidades, museus e
bibliotecas. Desde o século XVI, está ali
o centro político, administrativo e
religioso da Colômbia. A Praça Bolívar reúne
o Capitólio Nacional (Congresso), o Palácio
da Justiça (reconstruído na década de 80
depois de um ataque guerrilheiro), a
Prefeitura de Bogotá, a Catedral Primada e
o Palácio Episcopal. Na quadra atrás do
Capitólio está a Casa de Nariño, palácio
presidencial e residência do presidente da
República.
Atrações
como o Museu do Ouro e a Casa da Moeda são
imperdíveis. São também referências
culturais, entre tantas outras, o Museu de
Arte Moderna, o Museu Botero, com a coleção
pessoal do artista Fernando Botero, o Teatro
Colón e a Igreja de São Francisco de
Assis. Todos os dias há passeios guiados (e
gratuitos) pela Candelária, saindo da Praça
Bolívar.
Fora
do centro histórico, vale a pena conhecer o
Museu Nacional da Colômbia, fundado em
1823, e o enorme Parque Metropolitano Simon
Bolívar. Em torno das áreas verdes do
parque, há inúmeras opções de lazer e
cultura, como museus, centros esportivos e
feiras, destacando-se o Centro Interativo de
Ciência e Tecnologia (Maloka) e o
Aquaparque.
No extremo norte da cidade, é possível
pegar uma chiva (micronônibus) no Portal
Norte do sistema Transmilênio e seguir para
a pequena Zipaquirá (a 48 km de Bogotá), cidade onde uma
Catedral de Sal foi construída nas
profundezas de uma mina de sal no morro
Zipa. É uma obra de engenharia admirável,
a cerca de um quilômetro da praça central
de Zipaquirá.
Para
se ter uma vista bela e completa de Bogotá,
o melhor é pegar o teleférico ou o
funicular (espécie de trem puxado por
cabos) que levam ao santuário do
Cerro de Monserrate,
a 3 160 metros de altitude ou 500
metros acima de Bogotá. O que se vê é um
espetáculo. |
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ONDE FIQUEI, SEM FICAR DURO |
Cartagena:
Hotel San Pietro, Carrera 3ª 4-101,
em Bocagrande. Charmoso, confortável,
ótimo café da manhã e Internet
grátis.
Ap. single:
70 dólares |

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| Medellín: Hostal Portón de Provenza, Carrera
35ª, 7-108, El Poblado. A 300 metros do Parque Lleras, discreto,confortável. Ap. single:
30 dólares |

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| Bogotá: Hostelling International, Carrera
6ª, 1-10, Candelária. Simples, prédio colonial a 300 metros do palácio presidencial. Ap. single:
25 dólares |

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CLANDESTINO
POR UM DIA
Foi
gratificante retornar à Colômbia e
desfrutar das delícias de um país bonito e
alegre, o que não foi possível na minha
primeira viagem, em 1981, pelos motivos já
expostos. Mas o começo dessa segunda visita
teve também um sabor de aventura. Pela primeira
vez entrei em um país como clandestino. Foi sem
querer, é verdade. Enrolei-me numa circunstância
adversa, o que foi reconhecido depois até
pelos agentes do governo colombiano.
O
imprevisto começou em Guarero, povoado de
fronteira na Venezuela, onde desci do ônibus
em que viajava desde Maracaibo para receber
o carimbo de saída da Imigração
venezuelana. Havia menos de 30 pessoas na
fila, mas estranhamente ninguém era
atendido pelos funcionários. Passados 30 minutos, um homem passou a abordar
a turistada falando baixinho, ao pé
do ouvido, a proposta imoral: quem pagasse
20 dólares “por fora” teria prioridade
no atendimento. Eu e um salva-vidas de
Genebra, Suíça, combinamos que não
pagaríamos a propina. Fomos os últimos a
ser atendidos, já quando o ônibus se
preparava para seguir viagem para Cartagena
das Índias. Apreensivos, corremos para o ônibus
e esquecemos de apresentar os passaportes à
Imigração da Colômbia, a apenas 200
metros dali.
No
trajeto até Barranquilla, fomos tranqüilizados
por alguns passageiros. Apenas 20 dólares e
um funcionário de hotel poderia
resolver o nosso problema. Descartei o
conselho. Ao chegar em Cartagena, expliquei
minha situação ao dono do hotel, que então
me forneceu o endereço da DAS, a polícia
de imigração. No dia seguinte, acordei
tarde e cheguei atrasado ao órgão, mesmo assim fui recebido com atenção e
presteza. Em apenas 20 minutos, expliquei o
ocorrido, apresentei minha documentação
e, sem qualquer dificuldade, recebi o
carimbo de entrada em meu passaporte.
Gratuitamente. Era o primeiro sinal da
simpatia e da gentileza do povo colombiano.
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