Novidades
como o anticorpo sintético anti-IgE ainda levarão algum
tempo para se tornarem rotina no tratamento de alergias.
Existem, porém, boas notícias para quem procura amenizar
as crises alérgicas com drogas tradicionais, como
esteróides e anti-histamínicos. As versões atuais desses
medicamentos apresentam efeitos colaterais mais suaves que
há 15 anos e novas pesquisas sugerem que alguns deles são
menos nocivos ao organismo do que se imagina.
Em outubro, o
último relatório do Programa de Controle da Asma Infantil,
um estudo realizado entre crianças de 5 a 12 anos de idade
pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos,
comunicou que a redução no crescimento das crianças
asmáticas tratadas com esteróides inalantes ocorre apenas
no primeiro ano do tratamento e não excede a nove
milímetros. Nos quatro anos seguintes, abrangidos pela
pesquisa, não se verificou nenhuma diferença no ritmo de
crescimento em relação a crianças que não tomam a droga.
O estudo deve continuar por mais quatro anos, até que os
garotos alcancem a adolescência. Toda a nova geração de
antihistamínicos, que inclui remédios como Claritin,
Allegra e Singulair também provocam menos sonolência e
perda de ação motora em crianças e adultos, durante o
tratamento.
Outra boa
nova, dessa vez para quem tem eczema, foi comunicada na
mesma época pela Academia Européia de Dermatologia. Trata-se
de um creme desenvolvido pela Novartis, nomeado SDZ ASM 1%,
que inibe a inflamação cutânea sem tornar a pele
extremamente fina, um dos efeitos colaterais de remédios do
gênero.